segunda-feira, 14 de maio de 2012

Kevin.






Discutir a relação de terceiros com seus filhos chega a ser atitude ingrata. Cada um tem sua maneira, suas dificuldades e seus prazeres na educação e criação de seus filhos.
Assisti o filme desconhecendo que chegaria neste impasse. Nada sabia a respeito da história que me tomou o dia das mães e me fez refletir muito sobre várias coisas que a gente aplica em relação aos filhos, considerando certo e bom.
O Kevin é atípico, as dificuldades no parto, mostram claramente a rejeição da mãe que reluta em deixá-lo nascer. O Kevin desde bebê já demonstrava ao que veio, porém, não teve os cuidados para que pudesse crescer e se desenvolver de forma sadia e de bom trato social.
O pai, ausente, só vê no filho o gosto pelas flechas, não se preocupou que o resultado final de tanta apreciação e dedicação, pudesse desencadear uma tragédia. Via no filho a afeição que os envolvia, já que com o pai ele se tranquilizava. Não lhe preocupava a rejeição à figura materna, seria normal o filho fazer birras com a mãe.
Paremos para pensar até que ponto somos responsáveis pelos erros de nossos filhos...
A cena em que Eva, a mãe, não suportando mais o choro do bebê, leva-o no carrinho até uma obra na rua e pára ao lado da britadeira em ação, dói e muito! Aquilo é a representação clara e óbvia de uma depressão pós parto completamente ignorada. Por ela e pelos demais. Sem ajuda, ninguém consegue sair de buraco algum. Só aumenta o tamanho e profundidade do estrago na alma.
O médico consultado, apresenta um diagnóstico normal. Mas e aí, os sintomas persistem e não se faz nada? Acomoda-se na primeira e única opinião ouvida??? Não corre-se atrás de uma melhoria na qualidade de vida desta família, ou pelo menos desta mãe??? Ou deste filho? Por que?
Interessante que essa (Por que?) é a pergunta no fim do filme, a qual fica sem resposta óbvia.
Quantos Kevins vemos por ai afora que terminam no mesmo resultado? Nem temos como contabilizar...são tantos e trazem tantas dores...que podem ser evitadas ou pelo menos, amenizadas. Muitos caem no conhecimento público e muitos caem no esquecimento.
Não pode nunca haver espaço para a acomodação na criação de um filho!
Qualquer fato estranho, deve ser levado em consideração. Um comportamento diferente. Uma palavra dita de forma mais brusca fora de hora. Um humor alterado do nada. Tudo isso são sinais de que algo errado acontece! E muitas vezes o problema NÃO é a falta de algo e sim, o exagero, a sobra de algo geralmente material! Sobras que abrem caminhos para drogas, abusos, crenças em eternas impunidades e mais uma porrada de teorias.
A mãe é responsável pelo anjo ou pelo demônio que cresce debaixo de suas mãos!
Na ausência dela, a família é responsável pelo adulto que se verá!
Na falta da mãe e da família, o ser não tem apoio. Falta aquela estrutura moral para sustentar uma boa base de formação. Neste caso, o estado deveria ser responsável, mas a sociedade que dá amparo é justamente aquela que não formará nada de bom. Mas mesmo assim, ainda há solução. O adulto, responsável por si, que surgirá, poderá ter a sorte de encontrar um bom caminho mesmo que sozinho. Difícil, mas não impossível.
Foco muito na mãe, porque no caso do filme, minha opinião é que ela foi omissa na índole do Kevin, que não se disfarçava, pelo contrário: fazia questão de provar que não era nada positiva!
Será que essa mãe também não teve amparo para ser uma boa mãe? Não recebeu material de base para poder transmitir ao filho?
Por que é tão dificil para uma mãe reconhecer que seu filho não é igual aos demais? Seria porque ele é igual a ela?
Por que fingir que está tudo bem,quando na verdade, está tudo muito mal?
Por que tapar o sol com a peneira, impedindo a visão de se ampliar nos problemas?
O que se ganha ao esconder a realidade, ou se esconder da realidade de um filho que necessita de cuidados maiores psicologicamente e psiquiatricamente falando?
O por que da vergonha? E de quem se envergonhar??? Dos amigos? Da sociedade? De si próprio?Mas e quando essa vergonha toma a forma de uma tragédia, como ocorre com o Kevin? Vai se envergonhar de quem ou do que mais?
Neste caso resta o que? Enfiar a cabeça na terra e se negar a ver o resultado? Ninguém vai tomar conhecimento das dores alheias que poderiam ser evitadas? Vai, sim!
Penso nos "Maníacos do Parque", nos "Lindenberghs" da vida, nos "Pimenta Neves" que geralmente ficam à mercê da justiça falha que temos...isso, quando não ficam completamente impunes graças às condições financeiras sua ou da família...
Penso que seja necessário mais alarde em relação à criação e às pequenas falhas de conduta das crianças. Isso pode evitar muitos erros futuros, muitos crimes, muito sofrimento!
Transporto isso para a realidade brasileira, onde o adolescente é enviado para a casa fundação que não tem base nenhuma para reestruturar um deliquente, muito menos uma personalidade doentia ainda em formação.
O bullying também é resultado de uma explosão de reações contra ataques morais de terceiros.
É preciso que se conscientize sobre a má divulgação de detalhes pessoais do outro, que não dizem respeito senão ao próprio. Chacotas sobre defeitos e diferenças são duramente impregnados na mente e podem acabar gerando uma reação mais agressiva ainda do que os próprios comentários. Quantas vezes um cabelo é motivo de piadinhas infames dentro de um grupo social? O peso da pessoa...opção sexual, que não diz respeito a ninguém mais do que a cada um e no entanto, viram motivos para agressão!
Isso, muitas vezes, não é digerido de forma tranquila e termina mal...lembremos do caso de Realengo. É como se a sociedade só pudesse ser composta de pessoas normais, bonitas e de acordo com o padrão estabelecido pelos..."normais"!
O Kevin é mal. Aliás, ele poderia apenas ser considerado um sujeito malvado, sem noção moral, sem capacidade para discernir o que seja certo ou errado. Sim. Existe (acredito nisso) o ser humano que nasce sem a capacidade de compreender agressões como atitudes erradas. Cabe ao grupo que ele pertença, que lhe "conserte", que lhe oriente para torná-lo uma pessoa comedida, pelo menos.
Mas o Kevin é mal e ainda é acobertado pela mãe. Essa continuação do problema é que devemos pensar e analisar.
Lembrando que, precisamos falar sobre o Kevin constantemente. Pois todos são responsáveis pela criação de comportamentos difíceis, rebeldes e cruéis.
 
http://youtu.be/AMmMN5Ge570







quarta-feira, 9 de maio de 2012

Uma audição dos infernos!





Isso é o que eu chamo de "audição dos infernos": audiometria, impedanciometria, prótese auditiva, para que? O bom da vida é ter uma audição comum, igual a de todo mundo. Tudo bem, existem muitas pessoas surdas no mundo, é verdade. Mas o normal, o correto, seria todos nascerem ouvindo 100%.

E eu pergunto: o que é ouvir 100%, se as pessoas só escutam aquilo que lhes interessam?
Só assimilam o que lhes convém: o que é moralmente adequado, a autoestima, os valores (materiais) e muitas vezes acompanhada de um cargo social de destaque.

Não temos necessidade de ouvir merdas, mas ouvimos todos os minutos. Na rua, dentro de casa, pela televisão, pelo rádio, de parentes, de vizinhos e até de nós mesmos.
Eu converso comigo e nem adianta me chamar de maluca! Costume puro! E adoro isso! Me ouço, me dou conselhos, brigo comigo, fico de mal comigo, faço as pazes comigo, choro comigo, rio comigo, sofro comigo e sou feliz comigo.
Sou minha maior companhia. Estou 100% comigo.
Não, não endoidei de vez. Garanto que não!
Aprendi a assumir o que sou. Surda, mas uma mulher presente na vida que adora saber que terá outro dia para recomeçar.

Recomeços são difíceis...não vou falar disso agora, não é hora e hoje me prometi: nada de rimas.

Otorrinos são formados para decifrarem os problemas da audição nossa de cada dia. Mas deveriam ter um seguimento, um complemento para aprenderem a lidar melhor com a anatomia completa (e tão complexa) da pessoa surda. Esses médicos passam  por detalhes importantes mas considerados insignificantes. Tratam todos como meramente pacientes com dificuldades e que necessitam de um amparo chamado prótese auditiva, ou algum medicamento, quando se trata de uma enfermidade. E só.

A falta da audição ou um descontrole da audição, gera uma sucessão de problemas. Dificuldades sociais, dificuldades psicológicas e até psiquiátricas. O tal do recolhimento dentro de si mesmo.
É preciso que fique MUITO bem claro, que não basta apenas enfiar uma prótese bem regulada no ouvido. Isso é o de menos, embora de menos não fosse o alto custo (para quem não sabe: em torno de 500,00 a 5 mil reais cada aparelho).

A aceitação do problema. A aceitação da prótese. A aceitação social. A aceitação é que faz transcorrer o sucesso ou total fracasso da coisa. E essa aceitação nem de longe é compreendida pelos demais. Todo mundo acha que a pessoa que necessita desta tal prótese, só tem de usar o aparelho e fim. Tá, fim....

Uma audição dos infernos é complicada no trato em geral. O deficiente auditivo muitas vezes se emputece consigo mesmo de tal forma, que nem consegue mais se adaptar a mais nada. Se isola. Se tranca no mundo individual e ainda é taxado de doido, doente ou diagnosticado com outras enfermidades que passam longe dele. Que não tem nada a ver! Sem falar que a timidez conta muito! Aumenta com o problema e aumenta o problema!

Todos nascem já querendo abraçar o mundo da perfeição e o deficiente não abraça este lado da vida. Pode até abraçar outros melhores. Mas será sempre discriminado, deixado de lado, visto de forma diferenciada como o "coitadinho" ou o mal feitor de outras encarnações que agora veio surdo pagando algum suposto mal feito a outrem. É a hora que entra o julgamento precoce, completamente ignorante, mas infelizmente, bem aceito por boa parte da sociedade "normal". Por não ser igual, já se ferrou.

Tenho pena destes deficientes morais, estes não tem prótese que lhes ajudem...só irão aprender quando o problema cair na própria pele ou quando a ficha cair de uma forma dolorosa.

O que eu escrevo não é de forma alguma, uma rogação de praga. Não sou disto! Aprendi sim, que na vida tudo tem volta. Tudo.
O pão fresco oferecido, volta na forma de uma sopa bem feita. Para um bom entendedor, nem precisa meia palavra...

terça-feira, 8 de maio de 2012

Abandono.







Parecia a visita da dona sorte em nome do abandono. Não sei porque ela veio. Apenas com a desculpa de avaliar se estava tudo incorreto mesmo. Veio para tirar a paz daquela mãe que não tinha amparo nem sentimental nem material para sobreviver com seus dois filhos.
Sorte deles, que alguém denunciou a vossa mãe pelo abandono. Talvez agora eles não sejam mais vítimas do mal trato da fome, da solidão, da casa arrumadinha e cheirando a comida farta.
Sabemos que nada será assim.
Este texto me dói horrendamente ao sair pelos meus dedos. De quem falo, não me conhece, mas eu hoje conheci a vossa história triste de vida.
A mãe que para poder sobreviver e dar um mínimo de sobrevivência a dois filhos pequenos, arruma um emprego e os deixa sozinhos na casa sem nada que lhes ofereça conforto. Os vizinho, penalizados (?) com a situação das duas crianças, resolveram tomar a "melhor" decisão para cada um deles: denunciaram a mãe.
Hipocrisia deveria ser punida com enforcamento em praça pública!
Por que não se ofereceram para cuidar das crianças enquanto a mãe sai para trabalhar de cobradora? Acreditavam mesmo que ela os "abandonava" por prazer? Por puro sadismo? Não me parece ser o caso, embora existam muitos casos de abandono para a busca de um prazer.
Eu sei que existe, mas ainda assim, me custa muito aceitar que a mãe o faça com o puro consentimento de uma alma sã. Se buscarem bem, encontrarão uma falha orgânica nesta mãe.
O ser humano é capaz das maiores atrocidades contra si próprio, imagina contra os demais, mesmo aqueles que vêem a luz por sua autoria.
O fato é que todos somos culpados. Todos temos erros, então por que viver enfiando o dedo no erro alheio???????? Que prazer é esse? Que bestialidade é essa que as pessoas dão a desculpa de serem em prol "de"?
De, o quê?
De se satisfazerem com um julgamento individual, com punição já pronta para o ataque ou encarceramento moral?
Ajudar, que é bom, muitos se negam. Dá trabalho...dá canseira...julgar e condenar é só pensar e expôr com palavras, muito mais fácil!
Quem bate na porta do vizinho para perguntar se precisa de ajuda? Ninguém ou muito poucos.
Quantas pessoas são encontradas mortas já em estado avançado de decomposição, por estarem "esquecidas" pelos demais? As vezes parentes, as vezes simples vizinhos.
Quantos que tem a ausência notada pelos funcionários, porteiros e faxineiros? Muitos!!! As vezes são esquecidos pela família, mas não pelos que já sabem até a hora que vão receber um "bom dia", ou um "como vai"?
Triste a história dessa mãe. Triste a realidade da vida que temos ai para deixar para nossos filhos, nossos herdeiros.
Triste acordar e ver que a mesma história será lida sucessivamente nos jornais da manhã.
Tudo continuará igual, por incompetência e por covardia do ser dito humano...

Abaixo eu colei a notícia que encontrei no globo.com que deixa mais detalhada a triste situação de desamparo da mãe. Ela chorava e ninguém escutava? Tá. Eu acredito.
Depressão leva para estes casos, sim. Para quem não sabe, por nunca ter tido, pode levar a coisas piores.

Adriana Barbosa Leite, de 26 anos, alegou que havia saído para trabalhar em um "bico", e que precisava do dinheiro para comprar comida para as crianças. Sobre a insalubridade da moradia, disse que estava deprimida por não ter quem a ajudasse e por isso não teria ânimo para limpar a casa. "Eu chorava a todo momento e não conseguia fazer mais nada. Sei que preciso de ajuda", disse Adriana. O pai, segundo ela, está preso.
A mãe será encaminhada para uma assistente social e para recuperar a guarda das crianças terá que comprovar que possui condições de cuidar delas. Enquanto isso elas ficarão em um abrigo, O caso foi registrado como abandono de incapaz no 16 DP.

http://glo.bo/IXio4d

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Não Sei.


                                                       
Não sei mais esperar o tempo passar e continuar sem saber se vai valer a pena a inércia. E também não sei se vai valer a pena agir por conta própria e ter como resultado uma besteira maior ainda.
Não entendo porque as pessoas complicam a vida, seus rumos, seus problemas, a vida dos outros por tabela.
Não compreendo porque as ausências mais dolorosas são justamente as de quem nos entrega a vida por excelência. Nos dá o ar mais puro da face da terra em troca apenas de um pulsar mais forte do coração, apenas isso...tão simples.
Não faço a mínima idéia onde vou parar com tantos questionamentos, dúvidas e as pequenas sobras de medo. Já venci tanta coisa em nome de mim, de um e de outro, de fatos e atos, que enfim, não sei o que devo temer ainda.
Não Percebo a diferença gritante entre ficar ou estar e não ver nada. Não reconhecer as alegrias, as emoçoes, as fantasias, o remorso...
Não vejo cor nos moldes de vida inventados pelos humanos com a desculpa de serem alguém.
Não sinto sabor nos alimentos de rua, aqueles que um dia me fizeram ver o que seria de uma realidade perdida entre as estrelas da minha cozinha, tão inocentemente decorada para me distrair enquanto estou de frente para o fogão.
Não escuto os sons vindos de longe, aqueles que acordam o mundo na hora do trabalho e na hora de se acertar com a morte.
Não visito túmulos, prefiro instigar a vida diariamente em busca de flores e amores, doces e farturas.
Não sei o que espero das minhas linhas. Escrevo para mim, tão somente para mim.
Não aguardo fama, não conto com reconhecimentos públicos, não anseio por fortuna nas palavras que deixo como legado do que fui e do que fiz. Não tenho pretensão de aplausos, muitas vezes são falsos que não enganam ninguém.
Não espero nada da humanidade! Nada.
Não sacio minha fome de me dar, de entregar meu corpo e meu espírito já tão desgastado pela espera da hora que nunca chega e nem nunca vai chegar. "Aquela hora"...Deus sabe qual. Não preciso explicar detalhes altamente conhecidos pela maioria que me julga sem cansar.
Não faço promessas, pois não me alcanço nas orações em troca de um sorriso ou de um abraço.
Não quebro encantos, não tenho mais magia, não tenho poderes, não sou grande o suficiente para isso.
Não lembro de parentes que estão distantes, que não se importam com o brilho do meu olhar ou com a lágrima da minha tristeza.
Não olho para homens de perfumes penetrantes e calças justas. Esses só conhecem injustiças para oferecer às mulheres fazedoras de amor não gratuito.
Não piso em lugares úmidos para não contaminar meus passos com o desaprumo de quem não soube viver por amor.
Não me deito ao lado de quem não me mereça, pois sou o que sou, uma mulher apenas. De cabelos enegrecidos em valores, olhos semi-abertos para não sei o quê e de lábios avermelhados pela griffe do shopping.
Não me banho nos mares alheios, frescos de ar e impuros de terra.
Não me amparo nos ombros de quem eu sei que não posso contar todos os dias, tenho pressa sim, de me escorar naquele com quem sonho todos os dias e noites.
Não sei se vou me fazer entender neste texto, mas não me preocupo com a opinião dos demais. Ninguém viveu o que vivi, ninguém fez por amor o que fiz. Ninguém sabe o que eu sei.
Não aprendi a voltar atrás. Retrocessos são para as máquinas e eu não tenho dedos mágicos para digitar tudo o que se passa por minha alma adentro.
Não quero saber se um dia vou ter tudo o que preciso para ser feliz, pois essa é a única certeza da minha vida: eu terei, sim! Nem que não seja nesta vida.
Não vou embora, porque não sei o caminho. Não sei ficar sozinha. Não preciso sofrer mais do que já sofri por tudo isso...
Não mato os insetos por prazer, mato apenas as esperanças vazias que entram voando pela janela aberta no meio da madrugada a me refrescar o sono.
Não me curo da pior doença que se pode ter. Não é câncer e nem foi reconhecida pela medicina.Mas minha mente conhece cada letra que a descreve...
Não sei andar pelo escuro de um beco marginalizado por uma sociedade hipócritamente indiscreta e drogada com ervas aromáticas. Ali não existe paz no asfalto falho dos pensamentos que me seguem.
Não acredito no Deus da punição eterna, pois sou severamente castigada a cada segundo apenas por ter deixado existir em mim o que jamais deveria ter nascido externamente.
Não entro em roubadas, mas sou atirada o quanto me deixo para sobreviver do que penso.
Enfim....não sei onde vou parar com tanto NÃO.
Sinceramente, NÃO SEI....


http://youtu.be/B6LhWbQthAI

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Oração
















Maria passa na frente e vai abrindo estradas e caminhos, abrindo portas e portões, abrindo casas e corações.
A mãe indo na frente, os filhos estão protegidos e seguem seus passos. Ela leva todos os filhos sob sua proteção.
Maria passa na frente e resolve aquilo que somos incapazes de resolver. Mãe, cuida de tudo que não está ao nosso alcance. Tu tens poderes para isso. Vai mãe, vai acalmando, serenando e amansando corações. Vai acabando com ódio e rancores, mágoas e maldições. Vai terminando com dificuldades, tristezas e tentações. Vai tirando teus filhos das perdições.
Maria passa na frente e cuida de todos os detalhes, cuida, ajuda e protege a todos teus filhos. Maria tu és a mãe e também a porteira. Vai abrindo o coração das pessoas e as portas nos caminhos. Maria eu te peço passa na frente e vai conduzindo, levando, ajudando e curando os filhos que precisam de ti. Ninguém pode dizer que foi decepcionado por ti, depois de ter te chamado ou invocado. Só tu com o poder de teu Filho podes resolver as coisas difíceis e impossíveis. Amém

O Camelo







Um grande amigo!

Um lindo animal, que ao ser admirado me deixa sempre com a leve impressão de estar sempre sorrindo. Não importa o dia, a hora, o tempo, lá está ele: sorrindo num constante mastigar.
O camelo é do deserto e eu, sou doida por um camelo!
Aprendi que eles podem ser mansos e temperamentais ao mesmo tempo. O que os diferencia? Sua energia ao lidar com eles.
Querem amor, como nós. Querem atenção, carinho e a sua bondade.
Eles tem ao seu favor uma imensa lista de curiosidades:


-comem o que encontrarem no deserto. Até cactus, pois possuem a boca protegida (forrada mesmo) contra os espinhos. Na falta de ervas, comem o que virem pela frente: sapato, corda, etc...

- Sua corcova chega a pesar 36 kg e contém gordura, não água como muitos pensam. Quando não encontra nada para comer durante dias, seu organismo consome automaticamente a gordura da corcova – é seu suprimento de energia de emergência. A medida que a gordura é utilizada, a corcunda murcha até que a próxima alimentação seja feita em um oásis e assim, ela volta a forma normal.

- Bebem muita água! Mas muiiiiiiiita mesma, mas tem de estar completamente LIMPA! E tem a capacidade de armazenar esta água no organismo por até 8 dias.

- Andam mais de 200 km por dia!!!! E nós, morremos de preguiça de atravessar a rua e ir ao encontro de um sorvete...que inveja!

- Camelo e dromedário não é a mesma coisa. O dromedário tem duas corcovas, enquanto o camelo só tem uma e é mais dócil.

- O camelo possui 3 pálpebras para se proteger da areia do deserto.

- Um camelo pode viver até 50 anos, sendo que a gestação da fêmea dura 11 meses e ela só tem uma cria por vez.
- O camelo costuma cuspir na pessoa quando se sente ameaçado ou em perigo e em seguida, aos gritos ele pode dar um coice, que é tão forte que é capaz de deixar a vítima desmaiada... 

-Quando não gostam de alguém, eles cultivam a antipatia por muito tempo e manifestam seu mal estar atacando com mordidas.

-É um animal muito resistente e as vezes, muito atrapalhado (acho que é daí que eu vejo tanta formosura nele...)

-Pesa entre 450 e 690 quilos. Um coice realmente deve doer bastante...

-Medem cerca de 3 metros de comprimento e tem altura de 1,80 a 2 metros.

-Habitat: deserto da Arábia, Norte de África e Ásia Central

-Durante muito tempo foi considerado um símbolo de status e riqueza, servindo como moeda para troca por belas mulheres.

- Quando enfrenta tempestade de areia no deserto, os músculos das narinas se fecham, mas não impedem a entrada do ar para os pulmões.

-Por fim, a carne deles é apreciada no deserto.Principalmente a dos animais mais jovens.

Gostou de aprender sobre os camelos?
Eu os amo!!!


Visita de Borboletas










Não tenho medo do frio,
tenho receio de encarar a dureza no coração de algumas pessoas.

Não tenho medo da fome,
tenho receio de não conseguir mais saborear a presença de algumas pessoas.

Não tenho medo da sede,
tenho receio de não conseguir mais saciar a saudade de algumas pessoas.



Não quero ser tudo, pois se nada já é doloroso, o tudo me faria ter de ser gigantesca no desapego e sei que não saberia construir isso em mim. Talvez nos outros, sim. Desabar os muros da indiferença é prego na sola do pé num momento de pressa. É dor no instante em que a coragem foge do nosso alcance.
É susto de ver a realidade se transformar em saudade...
É uma lágrima que desce pela face tal qual tempestade.
É remorso de ver o tempo passar e tudo continuar maldade.
É alegria de ver que tenho ao meu lado a sorte e a felicidade.
É saúde, é paz, é tranquilidade.

A vida não é uma novela, não tem ponto final, tem hora de recreio, que é quando nos voltamos para as nossas origens no espaço. E é isso que importa!
O alívio de saber e entender,
que além deste ar, há muito mais!
Há continuação.
Há transformação.

Não se demore em fatos que não lhe agradem.
Não vale a pena ser apenas por ser.
É bom viver!
Perdoar, amar, sonhar....
tudo isto faz parte.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tudo Tem Conserto!








Tudo Tem Conserto! TUDO!

Foi com esta exclamação pra lá de positiva, que o técnico me convenceu a mandar a máquina para o conserto. E hoje, quando ela voltou, vejo que valeu a pena mesmo! Nada como lavar a roupa e não parecer que o prédio inteiro vai cair no chacoalhar da centrifugação.
A frase teve uma repercussão maior dentro de mim. Foi além da Brastemp de 14 anos. Viajou até os entremeios das coisas que passei nos últimos meses.
Foi um tanto de corre, de sai daqui e vai prá lá, fica aqui, não sai dai...

Pensando nos remendos que a vida nos obriga, me vejo diante de problemas que causei em mim e achava, ou tinha certeza, de que jamais teriam conserto. Pasma, como depois de praticamente 1 ano de terapia semanal, me aparece algo em resposta numa afirmativa de um estrago na máquina de lavar...resposta do técnico sobre o problema: desgaste normal de uso. Minha mente está desgastada........affffffffff.

Não me espanta mais, ver que soluções caem do céu melhores do que chuva forte em dia de calor!
Coisinhas pequeninas, que eu considerava sem conserto, sem jeito que não fosse o lixo, me parecem que vão ganhar novos ares. Não serão as mesmas,infelizmente por mais que me peçampara não despejar energia negativa em cima. Mas o fato é real. Não veio o resultado esperado, a gente se lança no negativismo mesmo, sem jeito de sair achando que está por cima.

Conserto, no meu caso, para certas coisas, seria o destino dar marcha ré e preencher cada espaço que ficou oco, com as minhas vontades. Com os meus mimos. Caprichos e até, delírios. Não importava se o tempo seria pequeno. Se o frio iria ser maior. Se o resto do mundo iria querer me crucificar. Não interessava nada, a  não ser o meu eu. O meu gosto sendo feito e visto como bom.

Não nasci para desistir, mas em certas horas a resistência se vence ao cansaço. Se vende por qualquer dose de aspirina ou dipirona que paire no ar em busca de um sujeito qualquer. Não queria me dar por vencida, dizer ao mundo que mudei de idéia por forças maiores (?).

Tudo tem conserto...então, vamos arregaçar as mangas e partir para a obra que tem como mira um "quê" que sai de mim aos pouquinhos, em direção às águas cristalinas que banham aqueles olhos...que eu quero consertar do meu jeito, para usufruir enquanto o tempo permitir...