quarta-feira, 12 de junho de 2013

Menos Pausa, a fase nossa de cada dia.

 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
Menopausa: a conquista da deusa interior
Um mistério e um poder na vida de uma mulher

A vida é uma dança de ritmos e ciclos e todos eles são maravilhosos, mas dependem do nosso olhar e perspectiva sobre os mesmos.

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No caso da menopausa, a alegria que encerra em si, é um dos segredos mais bem guardados do mundo e para atingir essa alegria, a mulher tem que ter muita coragem, vontade e confiança para passar pelos monstros que guardam a porta do segredo. Quando chegámos ao limiar, parece que do outro lado apenas existe escuridão, decadência, perigo, mas como milhares de mulheres de todas as culturas ao longo da história, murmuram umas paras as outras “é a passagem mais maravilhosa que uma mulher pode fazer”. A menopausa é um mistério na vida de uma mulher, mas também é poder.

Os “monstros” que guardam a porta do segredo gritam “a menopausa é um problema a ser tratado, é deficiência de estrogénios, osteoporose, terapia de substituição hormonal, etc.” e levam-nos a acreditar cegamente levando-nos para longe do portal e assim recorrer a químicos que nos impedem de prosseguir.

Na visão da deusa, a menopausa é um percurso natural, saudável e sagrado, não apenas para a mulher, mas para todos. É um tempo de profunda introspecção e crescimento interior. Os problemas são uma bênção, são portais de transformação. Há muitas semelhanças entre os sintomas físicos da menopausa e o despertar da kundalini. A Kundalini é a raiz de todas as experiências espirituais, é um tipo especial de energia: quente, rápida e poderosa; é vista como uma serpente enrolada na base da coluna, mas de facto também vive no útero. As 2 fases mais intensas do movimento da kundalini na mulher são a puberdade e a menopausa.

O movimento é sentido como um flash de energia muito quente que sobre pelo corpo mudando o funcionamento dos nossos sistemas nervoso, cardiovascular e endócrino. No caso da menopausa, a energia da kundalini acumula-se nos tecidos pélvicos (tal como antes de cada período menstrual) e por não ser libertada contribui para secura vaginal, problemas nas articulações das ancas, fraqueza da bexiga e incontinência urinária, falta de libido.
 
 
 
 
 
Saiba mais na próxima página Se a kundalini for guiada – pela intenção ou pelos “calores”- movendo-se pela coluna acima irá trazer iluminação e não incontinência. Move-se da raiz para a cabeça, iluminando-a com a Coroa da Deusa, aliás este é o famoso halo de luz com que se descrevem os santos.

Quando se eleva, a energia da kundalini passa por 6 chacras despertando assim vários sintomas no caminho: falta de desejo sexual, perda de massa óssea, dores abdominais, inchaços, digestões difíceis, palpitações cardíacas, problemas de tiróide, dores de cabeça, falta de memória, etc. Quando os nossos chacras são activados pelos calores da kundalini tudo o que tínhamos armazenado nos nossos centros energéticos e não resolvido, surge então à superfície.

Existem vários tipos de tratamentos naturais para lidar com todos estes desconfortos e sem dúvida que podemos recorrer a eles, mas a questão fundamental é a iluminação e sabedoria interior, o portal que está à espera de ser aberto por nós. Por isso quando compreendemos que todos estes sintomas são para nos ajudar no despertar, eles vão diminuindo consoante o trabalho interior que fizermos. Em vez de sermos vítimas do corpo, podemos ver onde ele nos está a chamar a atenção e reclamar a nossa sabedoria e a nossa cura interior.

Para irmos de encontro á nossa deusa, precisámos de criar o ambiente propício a que ela se manifeste, com algumas mudanças de atitude tais como:

- Passar tempo em silêncio na Natureza
- Meditar
- Escutar música suave
- Ter uma alimentação saudável e leve
- Fazer exercício físico que ajuda a desbloquear os nossos centros energéticos tal como yoga, tai chi, chi kung
- Sorrir para a vida com gratidão em cada dia

A menopausa é uma fase da vida que aborrece um pouco quase todas as mulheres e tudo parece ficar descontrolado, as nossas crenças são questionadas, as alterações do corpo são significativas, e ainda vemos muitos entes queridos começarem a partir. Muitas mulheres indígenas praticam vários rituais lindos tanto na puberdade como na menopausa e também nós podemos fazer cerimónias de entrada na menopausa com as nossas amigas e partilhar toda a sabedoria que atingimos.
 
 
 
 
 
 
Sugiro uma cerimónia de Coroação da Deusa, um tributo simbólico a todo o percurso da mulher e a reclamar o seu poder nesta nova fase da vida. Escrevam uma carta ao vosso corpo que tolera todas as nossas reclamações e pouca gratidão. O corpo que tantas vezes não honrámos na juventude, que não amámos, que caminhou connosco cada passo da jornada, por vezes maltratado com dietas malucas, com medicamentos, com cirurgias de estética por causa de algumas rugas, e a cada dia acordou dando-nos a possibilidade de fazer diferente. Um dia vamos despedir-nos deste corpo sem o qual não nos poderíamos experienciar como a expressão do Divino.

Vamos honrá-lo em cada dia, em cada respiração, em cada etapa, pela sua inteligência e sabedoria, e esta é a oportunidade pois não irá connosco na etapa seguinte e não sabemos quando esse momento de despedida chegará. Vamos ver mais além, além do caos da menopausa, além dos monstros diante do portal, pois lá está a Deusa poderosa, sábia e cintilante em cada mulher. Entrem com confiança no poder que vos aguarda no portal da menopausa. É vosso por direito! Namaste.






 Isabel Costa
Naturologista e Palestrante


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ruas sem saídas, becos escuros e caminhos tortos.















Anda esperta, moleca,
a vida é faceira
e se der bobeira,
o vento te leva...

Com este verso eu atravessei a rua de muitos anos passados. Algo de velhos tempos ainda se mantém no mesmo lugar, outros soam totalmente desconhecidos.
A calçada tem buracos novos, mas iguais aos antigos...estranho demais isto!
Atravessando a rua me vem logo à mente que deveríamos ter um notebook acoplado à nossa mente, olha quantas idéias nós perdemos pelas ruas na falta de um pedaço de papel e tempo para anotar as letras formando opiniões, definindo conclusões, mostrando falta de razão e espaço de sobra para as emoções.

Não sei mais há quanto tempo aquelas pedras que formam as calçadas marcadas ainda por notas musicais, não viam os meus pés, não sentiam o meu peso nos passos apressados entre tantas pessoas lerdas, acostumadas com um calor infernal, uma moleza invejável e uma preguiça traiçoeiramente reveladora da cadeia genética.

Não me furto ao passado. Deixo livre o caminho para que ele me traga nas minhas mãos, o que rouba meu presente de hoje: momento de relembrar lances que aconteceram e se tornaram pedaços de um quebra cabeça já sem nexo.
Homens e mulheres que cruzam meu caminho, totalmente sem noção do "para onde devo me dirigir", mesmo? Eu esqueci, moça..."

Mas a moça não queria lembrar tanta coisa, não, pois que o passado abusou da sua sanidade e da sua caridade ao lhe forçar uma saída nada à francesa...na vida temos escolhas, mas nem todos tem boas escolhas...é, moço....as vezes a gente tem de pensar pela razão e não pela emoção.
Duro, né?

O Orsina da Fonseca ainda continua o mesmo ironicamente falando: Orsina da Fonte Seca.

As ruas cheias de caras de bandidos disfarçados de camelôs, de gigolôs, de gente do bem que vem para ajudar e ...te fode!

Aqui se faz curva de um modo engraçado: quase rente à calçada da esquina. Não lembrava mais disto!
Aliás, nem da corretinha no tornozelo eu não lembrava!!!!
Como eu adorava usar isto!
Muitas que eu mesma fiz, outras que comprei nas areias quentes das praias, nas calçadas decoradas e até nas barracas baratas da praça (a Saens Pena).

Uma cidade que não mostra mais os seus traços para mim, mas que mesmo assim ainda me faz lembrar Daniela Mercury cantando "O Canto desta Cidade, sou eu....o canto desta cidade é meu..."
...não, não, não...o canto desta cidade não é mais meu. Nem sei mais se um dia foi meu.
Não tenho mais nada a ver com esta sujeira, este calor, este abafamento que me faz entrar nas lojas para buscar o conforto do ar condicionado, o mesmo que eu fujo lá em SP e aqui tenho vontade de levar junto comigo para a calçada!
E nem está tanto calor para isto! Temperatura relativamente quase baixa: 20 e poucos graus...isto nos mata e nos deixa como manteiga derretida em SP...que horror de diferenças!

E o Cristo continua lá de cima com os braços esticados, coitado.
Não cansou ainda.
Não perdeu a fé de acreditar neste povo daqui de baixo.
Não se permitiu um dia sequer de descanso.
Não desistiu do calor dos seres ditos humanos que olham para ele todos os dias e até o ignoram...

E assim, eu parto dessa cidade, não sei quando, mas deixando nas paisagens de trás, as lembranças e os aprendizados.
Carrego dentro de mim saudades, realidades e a frieza de tantas crueldades...
Mas é o que eu tenho de bagagem para hoje, sabia?

No meio do caminho uma pausa na banca de jornal, que de noite em pleno mes de junho, pisca e fica parecendo uma árvore de natal.
Passa um carro apressado por mim. No vidro traseiro um logotipo (adesivo) colado escrito: OBRIGADO JESUS!
Me disseram que tinha outro adesivo escrito tambem: "OBRIGADA, CARMINHA!"
Algum ministério deveria alertar que excesso de mal gosto é altamente prejudicial à visão, à cultura e à saúde em geral...argh....

Não moro no paraíso, não. Mas moro numa cidade que tenta a todo custo respeitar as pessoas que vivem nela.
Uma reciclagem total nesta cidade feita às pressas para um evento mundial, a copa de 2014 e que só coloca é um amontoado de transtornos aos "sobreviventes" que aqui jazem pelas ruas...engarrafadas, mal tratadas e mal iluminadas e mal cheirosas.

Ironia que transborda até em excesso pelos poros. Tudo é motivo de uma piada ou de uma revanche.
Levar a melhor ou ter vantagem em tudo e o Gerson que talvez nem lembre mais quanto ganhou para falar este bordão no bendito comercial dos anos 80 ou teria sido nos 70? Não lembro mais...

O barulho do funk que surge do nada e atravessa perfurando nossos ouvidos sem pedir permissão...não importa a letra! Vai dar dinheiro de qualquer jeito ao MC, ao Dj ao raio que o parta pelo meio que canta toda esta bosta!

A revista dominical do jornal mais famoso, traz a historinha do pobre menininho rico filho de 2 fatalidades: Luma e Eike.
Aos 17 anos o "menino" conta orgulhosamente ainda que de forma discreta, o mimo de ter sido expulso de uma escola alemã e ter sido, digamos que, convidado a se retirar por fazer xixi no material do coleguinha...que legal, né?
Eu penso na minha filha que todos os dias tenta elaborar uma forma de arrumar um emprego que não lhe atrapalhe os estudos e dou de cara com 3 folhas dedicadas à reportagem deste, me perdoe, mamãe e papai do filhote/problema, mas um completo inútil sendo alimentado a se tornar cada vez mais inútil!
Ele estuda na empresa do pai com professores particulares porque não se adapta com ambiente escolar.
Eu hein...tem deficientes por este mundo afora saindo no tapa disputando uma vaga numa escolaa comum e este aprendiz de meliante se torna DJ aos 17 anos com uma capinha de celular da Ferrari customizada pela merreca de 800 dólares, roupas e calçados importados, uma saúde de ferro e um cérebro já estagnado...nem sei porque toquei neste assunto.
Vai ter gente mencionando inveja. Ah, vá!
Inveja a gente pode sentir de gente bem sucedida, que venceu na vida.
Entendeu a diferença?
Mas enfim...coitado, ele tem escolha sim! Mas todos parecem envergonhados de terem de dizer isto para ele.
O barato todo é o jornaleco perder páginas inteiras para contar a história (?) deste "príncipe" com cara de Barbie...não tem duplo sentido homofóbico nesta minha expressão. Nem adianta tentar enfiar um para me meter um processo na justiça que a educação da minha filha prova justamente o contrário!

Falando em letra J...
E justiça seja feita, não é que justamente a Ticiane não aguentou o Justus????
Poxa, essa eu jurava que ia, héin!
Não fui a única a jurar em falso, a diferença de idade justificou tudo ou quase tudo.

E vida quando não vai indo, vai se fazendo de besta, levando quem ainda não precisava ir agora....mas como dizem que nem folha cai do pé antes da hora...eu me deixo convencer

Nao sei que horas, nem quando, mas devo sair desta cidade. E não vou levar a Daniela Mercury para cantar no meio do meu caminho!
Vou levar a imagem que restou, as palavras finais de perdão dado e recebido. Quitação completa de altas dívidas!
Não posso dizer ainda que "valeu" a vinda.
Mas posso me tranquilizar de que parto em paz, com a sensação de missão cumprida dentro dos meus limites.
Fiz TUDO o que estava ao meu alcance. Fazer mais seria querer ser Deus!
E se eu fosse Deus...nem eu estava aqui escrevendo isto tudo, nem voce estava sentado aí lendo uma enorme de uma metáfora que ninguém vai entender nada...

(autoria : Selma G. Coentro)