quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Cobaias.
É com muita tristeza que vimos as denúncias de maldades que fizeram com os Beagles, mas devemos lembrar, com muito mais tristeza, do quanto somos e fomos cobaias da ciência por muitos anos. Décadas e séculos até, sendo alvo de pesquisas em nome do progresso, em nome de uma vida melhor, mais saudável, mais longa e mais livres.
Nem sempre o resultado foi o esperado.
Para se chegar ao resultado de vacinas e medicamentos que temos hoje, muitos seres vivos, humanos também, foram sacrificados, utilizados e torturados como objetos descartáveis para que se pudesse ter um nível superior de vida.
Vamos lembrar da medicina nos anos 1800...
Num tempo muito para trás, os egípcios se encarregaram de nos entregar o processo de mumificação e a medicina por si, mas até encontrarem fórmulas perfeitas, muitos faraós e muitos nobres foram invadidos intimamente. Isto tudo ficou registrado na história como um grande feito.
Ninguém parou para pensar nas crianças que foram cobaias de vacinas contra doenças hoje quase que totalmente inexistentes?
Confesso que nunca entendi porque nunca se foi contra o que se usou nestas pesquisas. As vantagens venceram a hipocrisia da discórdia e do ir contra.
Tivemos avanços. Inúmeros!
Mas o Universo acolheu muitas dores, muitas injustiças contra seres indefesos.
O que quero dizer, é que os Beagles de hoje, resgatados como vítimas de torturas cruéis do Laboratório Royal, nos traz a mensagem de que as experiências mostradas eram dolorosas de se ver, mas na verdade, usamos e abusamos de tudo aquilo que experiencias deste tipo nos oferecem e nos calamos...
Para a descoberta da penicilina, dos coquetéis anti HIV, do paracetamol, do detergente usado inocentemente, muito sofrimento foi semeado...
Mas precisamos daquilo que facilita nossas vidas!
Só nos damos conta, quando um grupo de ativistas recolhe as vítimas e alardeia na mídia sobre o processo doloroso que passavam calados, sem meios de gritar por socorro ou de impedir que se continuassem os estudos.
Somos cúmplices também e não temos nem como nos defender...
Eu pergunto: quantas vidas humanas são mantidas em cativeiro em nome de pesquisas gananciosas?
Não se tem como responder.
Pergunto mais: quantas vidas humanas são sacrificadas no tráfico humano em nome de pesquisas enganosas e no entanto, estes desaparecimentos são dados como simples sequestros, raptos ou ficam até sem respostas???
Não temos como responder.
Muitos levantarão a bandeira da inovação da ciência, mas hoje, não é mais desculpa usar um ser vivo para tal.
Se a medicina avançou ao ponto de erradicar doenças, é porque tem ao seu alcance, meios de ter suas experiencias sem o sofrimento de um ser vivo.
E por que o alarde foi tamanho quando o caso eram os cachorrinhos fofinhos?
Macacos, pássaros e até bebes vendidos são e continuarão sendo usados porque não houve ainda um interesse de algum grupo de ativistas que partam em defesa destes.
Não estou dizendo que sou a favor do Laboratório em questão. Nunca!
Mas apenas tentando despertar a consciência de alguns, de que ainda há muita luta pela frente nesta questão de libertação de seres vivos que são massacrados sem que ninguém surja na calada da noite para os livrar. Ninguém ainda, surgiu do nada para dar um basta nesta injustiça!
Não importa se são vacinas ou cosméticos. Há sofrimento para que a humanidade consiga uma vida "melhor".
E nós também somos cobaias, somos vítimas quando usamos descaradamente estes produtos, ou, os produtos que facilitam nossa vida!
Vamos deixar a hipocrisia um pouco de lado e lembrar que sendo cúmplices, somos coniventes com estas pesquisas.
E se perguntarem, como viver sem isto, só me vem uma resposta:
Em outra energia...
*infelizmente, nem todos compreenderão.
Porque enquanto aqui vivermos, continuaremos reféns desta bendita ciência...
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Somente Eu.

Somente eu sei o que entendo,
mesmo que as vezes não seja completo
e nem correto.
Somente eu vivo minhas dores,
faço cores
nas minhas flores,
repasso os meus sonhos,
cultivo novos planos.
Somente eu me compreendo,
não me importo
se as portas se fechem,
porque as horas não param,
muito menos o meu destino.
Somente eu posso me levar adiante,
me empurrar para frente,
fazer com eu eu me levante,
pois preciso seguir em frente,
mesmo que encontre os meliantes
distantes,
que preferem ficar ausentes,
mas que não disfarçam o quanto são ignorantes.
Somente eu.
Dos laços
eu traço meus abraços.
No caminho
distribuo carinho.
Mesmo sabendo que irei receber muitos espinhos...
(selma G. Coentro)
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