quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Um dia assim...
De fato em fato, vou ficando por acaso.
No caso deste laço, de saco cheio deste passo,
no atraso deste amasso,
no desfaço deste asfalto,
no estrago que te faço,
no compasso do mormaço.
Me trago em doses homeopáticas
para curar tudo que seja o mal em volta,
não tenho hora, desde que não seja agora.
Sim, eu sou antipática.
Nunca disse que seria sempre assim,
Sempre assim em mim, sempre assim, sim.
Do tempo bom eu trato. Faço prato e levo na cama. Inspiro a alma com calma e repito: ama enquanto é tempo, que o tempo não avisa quando vai embora.
Do tempo ruim, eu faço tranças.
Mando embora falsas esperanças.
Ignoro falta de paciência.
Rejeito ignorância.
Levo jeito para a boa rima. Embora, na vida tudo seja em contramão.
Não te guardo mais tanta estima...se acerte com meu coração.
Trago a fumaça de uma vez para não sentir o nó no peito,
que ela é afoita para pegar de jeito,
quando não mata, estraçalha
ou deixa torto no caminho do pó...
Não é vício, não é defeito.
Não é líquido, não é desejo.
Não é alimento, muito menos é perfeito.
Não é esquisito, é como te vejo.
Me sinto inteira na mente e na vontade de gritar o quanto me desespera o vazio deste navio.
Nas águas, sinto que ele balança como a fonte de água cristalina da pia ou ali na esquina...
Mas que troço estranho para escrever....de onde saí para trazer isto?
Moço, me explique o dia.
Moça me esclareça a noite.
Senhor, me abra a tarde pela janela da frente. Não tem grade, não tem tela de proteção, não tem, não.
Nem jeito tem, não tem, então fica sem....
Fim, também não tem, não, então nos deixe em paz, meu bem....
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Te despirei com minha boca e meus pensamentos...
Deixarei suas pernas bambas, não aceitando rumos que não forem em minha direção.
Te acordarei com um desejo pecaminoso, pensando ardentemente em mim, me querendo profundamente em você.
Seduza-me se você fôr capaz...rapaz, acorde deste sonho logo. O amanhecer já chegou e o tempo não vai parar para que eu e você possamos decidir um destino que já foi escrito nas entrelinhas sagradas de um deus que nos quer felizes sempre.
Te refresco em dias quentes, da forma perfeita como só eu sei o que lhe faz bem...
Arrepie-se com minha presença na sua mente. Arrepie-me com seus braços ao longo do dia, da tarde, da noite, da madrugada de todos os instantes.
Faça de nós dois, a fruta obscena que não coube nas escrituras.
Não preciso viver em um mundo que não exista você e eu. É preciso mais: a tentação. Te tentar. Me tentar. Tentar ser vivamente feliz saboreando o que nos ilumina em milhões de tons diferentes.
É um segredo.
Você tem medo e eu não ouço os sons dos estalos dos seus dedos para afastar este mal...
Falamos a mesma língua, usamos os mesmos modismos, tocamos os mesmos objetos, pensamos no mesmo caminho com a mesma velocidade nos passos tortos de pernas trocadas pelo desacerto da vida.
Sim, nós vamos errar muitas vezes, porque isso faz parte do plano e da lista necessária para zerarmos nossas energias passadas que vieram de acordo com nossas intenções neste presente.
Melhor perdermos o juízo de vez, do que vivermos em vão nas passarelas da dor...
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Oh, saco cheio.
Pessoas falsas deveriam ter prioridades na vida, assim como idosos, deficientes, crianças e semelhantes o tem.
Sabe qual a prioridade?
A de nos dar o direito de expurgá-las do mundo por inteiro e completamente de vez!
Isso mesmo: feito cocô.
meu salto agulha já tá apontado para alguns.
Sabe qual a prioridade?
A de nos dar o direito de expurgá-las do mundo por inteiro e completamente de vez!
Isso mesmo: feito cocô.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Cosme e Damião!
Não importava o tempo, mas dificilmente chovia. De verdade mesmo, não lembro de nenhum dia que estivesse chovendo. O importante era ir na casa da Dna Vidinha buscar os nossos saquinhos.
Nossos, porque meu irmão, apesar de não ser mais criança, ainda recebia o mimo das mãos da querida e saudosa dona Vidinha, que nem sei bem qual grau de parentesco tinha conosco, mas morava perto de meus primos e era razão a mais para ve_los, matar saudades, brincar com eles!
Dona Vidinha teve gêmeos: o Jorge e a Georgina. Não sei bem, mas se a lembrança me diz certo, uma vez eu perguntei para ela o motivo de tantos doces e ela respondeu que eram os gêmeos.
Tudo começou com 50 saquinhos, depois passou para 100 e nas últimas vezes em que fui buscar meu saquinho, creio que nem ela mesma sabia mais a quantidade certa. Era doce pela casa toda...doce do bom! Doce fresco! Doce industrializado, mas acho que o amor que ela colocava no gesto, era tanto que acrescentava um sabor especial para cada um.
Tudo era uma imensa festa para aquela família humilde, mas que não economizava absolutamente nada para a doação. Vinham crianças de todos os lugares! Era criança que não acabava mais...mas eu e minha mãe conseguíamos entrar na casa dela com facilidade e isso me dava um certo ar engraçado. Uma criança que tinha prioridade entre tantas outras. Coisas de criança mesmo...
Eu só abria o saquinho quando chegava em casa. Ganhava vários, pois a tradição no RJ era comum e dificilmente existia aquela coisa da criança não poder os doces que só poderiam ser amaldiçoados por uma ignorância religiosa.
Minha mãe também dava os doces, mas por uma promessa que não vem ao caso contar aqui agora. Mas ela assim que foi abençoada, passou a fazer a doação religiosamente independente das condições financeiras ou de saúde.
Eu adorava acompanhar ela! Fazia tudo de um modo bem discreto. Chamava um e oferecia. Meu papel era segurar a sacola dos saquinhos e me furtava em observar o olhar de agradecimento da criança, muitas vezes da mesma idade que eu ou as vezes, com um pouco mais de idade. Os pequeninos, ah...esses colocavam um bilhinho no olhar que era inesquecível...ô coisa boa que é a caridade!
Crianças que recebiam os doces que os alimentavam na dificuldade que a fome trazia. E ainda tinha gente para falar mal dos doces, do gesto de dar os doces.
Havia na família quem fizesse "a mesa dos doces". Já era um pouco diferente porque entrava o lado da religião, da Umbanda ou da macumba, termo muito comum no RJ e não denegre em nada a caridade ou a religião em si.
Para as mesas, eu não costumava ir e até tinha um certo receio.
No lado da minha memória infantil ainda tenho a magia do Pedrinho da Praia...("Pedrinho da Praia, vem me ajudar, porque meu barquinho, quer afundar.").
Lembro de uma vez que minha mãe foi fazer sua distribuição na porta da igreja de São Cosme e Damião no bairro do Andaraí e foi bem complicado...ali já não dava mais para as crianças induzidas por suas mães e adultos que os acompanhavam, manterem o respeito e com medo, ela nunca mais fez a distribuição ali.
Ir à igreja fazia parte do dia 27 de setembro.
Ali eu descobria meu receio com imagens grandes. Não sei por que. Mas evitava olhar de frente para os Cristos crucificados de tamanho além do normal.
Na porta, a imagem dos dois santinhos era abençoada com uma paz muito grande ao redor. Havia sim, uma energia forte, poderosa que "recebia" cada visitante com...não tem como explicar, mas talvez fosse um passe...uma bênção mesmo!
Tudo isto ficou no meu passado.
Quando minha mãe começou a ficar doente, ela acabou tendo de parar com a doação dos doces, mas isso não interferiu em nada na nossa fé nos santinhos.
Peço muito a eles, hoje, que não deixem essas nossas crianças perderem a inocência apesar da vida agressiva que vemos ai fora.
Que cada uma dessas crianças seja coberta de toda proteção ao atravessar as ruas atrás dos saquinhos de doces, que eu espero, que no RJ ainda continue sendo forte e cada vez mais forte apesar das dificuldades sejam elas quais forem.
Que São Cosme e Damião olhe todos os dias por esta gurizada, para que elas se tornem adultos felizes e responsáveis com a missão que lhes foi dada para cumprirem aqui.
E muito doce para todos nós! Para adoçar as dores e as tristezas nossas de cada dia.
Peço também paz entre os humanos, entre os parentes, os vizinhos e meros conhecidos e até mesmo entre os que passam por nós sem nenhum significado nas ruas da vida.
SALVE COSME E DAMIÃO!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Surdo no dia do surdo.
Dia 26 de setembro, dia nacional do surdo.
Muito se comentará sobre o dia dedicado a quem não teve a sorte de ser ouvinte completo, mas muito pouco/quase nada se fará para mudar a situação sobre as dificuldades do surdo.
Partindo do respeito. Muita gente parece desconhecer por completo que surdo também merece respeito.
E sobre este respeito há muito o que se falar! Muitas vezes ele já se revela no trato com os profissionais da saúde que estudaram para poderem melhorar as condições da surdez presente tanto em crianças como em adultos ou idosos.
Surdez não tem idade. Quem disse que tem?
Pode ser de nascença, como pode ser adquirida por uma doença mal tratada, ou uma doença com sequelas irreversíveis. Pode vir com o tempo que vai desgastando o material de nascença. Na terceira idade é bastante comum e muito mal vista. Pende como um sinal de mimo, de necessidade de chamar a atenção, birra, etc...
O surdo é visto como aquele eterno desatento. Um bobão que se apaga do mundo ao redor.
Preconceito não tem lâminas, mas fere e dói, para quem não sabe.
Uma vez nas mãos de fonos mais preocupados (as) com a carreira financeira, eles acabam sendo vítimas de preconceitos TAMBÉM. Recebem orientações no tom de broncas, de reclamações, de críticas e de ordens que nem sempre tem razões de serem.
Usar as próteses, no começo é muito desagradável.
Imagine uma criança de seus 5 anos, ouvindo pela primeira vez o que ela nunca ouviu e nem sabe o que sejam os ruídos, aquela coisa de barulho...custam muito para aceitarem e chegam ao cúmulo de quebrarem os aparelhos, não por ignorância, mas as vezes até por medo!
Muitos fonos são incompetentes. São despreparados para tal função. São desqualificados pela criação que tiveram que não ensinou a ver que educação não é apenas estender um cumprimento. Um bom dia, é ótimo. Mas cuidar de um paciente com generosidade, com paciência, com afeto até mesmo, é imprescindível!
Qualquer paciente quando adentra um consultório, ele se sente totalmente fragilizado. Não importa qual profissional esteja sendo procurado, podemos classificar nesta vasta lista, os dentistas, os neurologistas, os psicólogos, os nefrologistas, enfim...e quantos realmente atendem seus pacientes com disposição de ouvir, de atender bem? Nem todos...
Muitos pensam nos pacientes como fonte de renda.
Mas existem os profissionais bons, sim! A estes, eu dedico aplausos generosos!
Boa parte destes, é que lançam campanhas para orientações sobre cuidados precisos para com a audição. É de bom tom preservar o que se tem de melhor, ou de bom uso para que não haja sofrimentos futuros sobre a falha do mecanismo da audição.
Não se pode culpar o ser humano pelo descuido devido falta de tempo, falta de conhecimento ou falta de meios para que tenha um bom cuidado com seu organismo.
Não lavar a cabeça a noite, pois o canal auditivo necessita de um certo tempo para secar bem ou optar pela secagem com secador de cabelos (na temperatura mais fria possível).
Não ouvir headphones em altos volumes!!! Os adolescentes precisam serem constantemente alertados sobre esta possibilidade de prejuízo futuro!
O uso indevido de medicamentos tópicos para dores de ouvido ou coceiras. Consulte no mínimo um clínico geral e se os sintomas persistirem, retorne ou procure outro médico.
Não usar ou pelo menos, não abusar de cotonetes. Quando realmente necessários, não devem ser introduzidos ao fundo. Lembrando que, nada deve ser introduzido no ouvido.
Barulhos no interior do ouvido, devem ser levados à sério e revelados ao médico.
E respeitar o surdo que esteja ao seu lado.
Se você disse algo para alguém e não obteve resposta, mantenha a calma, pois ele (a) pode simplesmente não ter ouvido. Não grite, pois na maioria das vezes não adianta e você faz papel de bobo. Humilhar de graça? Para que? O surdo desrespeitado se sente humilhado, sim!
A lei protege, mas procurar os direitos leva tempo...e nem sempre dá em resultado positivo.
Hoje é dia do surdo e você, já abraçou algum surdo que conheça?
Não lhe dê os parabéns! Ele não é feliz por não ouvir, te garanto! No máximo, ele é feliz por saber que a aceitação do seu problema (por ele próprio) abre portas, facilita a vida e a convivência com os demais. No máximo, os parabéns podem ser dirigidos para as vitórias conquistadas duramente pelo tempo, mas nada além disso.
Parabéns, convenhamos, é para festejos e ser surdo não é bem um privilégio...vamos falar sério!
Quer aprender a se comunicar com os surdos de forma correta? Existem vários lugares que oferecem cursos de LIBRAS gratuitos, mas se você quiser optar por algum curso particular, as opções crescem muito mais!
E para explicar melhor: LIBRAS é lingua brasileira de sinais.
Não é linguagem, pois não é falada.
Sim, há uma enorme diferença!
A data comemora a criação, em 1857, do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), durante o Império de D. Pedro II, quando o professor francês Huet fundou, com o apoio do imperador, o Imperial Instituto de Surdos Mudos. Huet era surdo e D. Pedro também, embora. Na época, o Instituto era um asilo, onde só eram aceitos surdos do sexo masculino. Eles vinham de todos os pontos do país e muitos eram abandonados pelas famílias. Hoje o Instituto é um centro nacional de referência na área da surdez. A data é então uma oportunidade para lembrar todas as lutas e conquistas das pessoas surdas no Brasil.
Vou aproveitar para contar um pouco da história da Libras...
A LIBRAS tem sua origem na Língua de Sinais Francesa. Foi criada para possibilitar a comunicação entre os surdos que eram abandonados e entregues para um convento, onde os monges que haviam feito voto de silêncio, se comunicavam por gestos, sendo assim, mais fácil interagirem com os surdos pela comunicação visual.
Na História, vemos muitos casos diferenciados sobre os surdos:
No Egito, eram adorados como se fossem Deuses e serviam de mediadores entre os deuses e os Faraós, sendo temidos e respeitados pela população.
Os chineses lançavam-os ao mar e os gauleses os sacrificavam em oferenda aos deuses. Em Esparta eram lançados do alto de rochedos, enquanto na Grécia eram considerados incompetentes totais e eram marginalizados como os deficientes mentais e os doentes. Por isso, eram muitas vezes condenados à morte...
Os romanos seguiam a mesma linha dos gregos, amaldiçoando-os como indignos de pertencerem à sociedade e seguiam uma lei que impossibilitava os Surdos de celebrar contratos, elaborar testamentos e até de possuir propriedades ou reclamar heranças com exceção dos surdos que falavam.
Em Constantinopla as regras eram as mesmas mas faziam alguns serviços como pajens das mulheres ou como bobos da corte do sultão.
Santo Agostinho defendia a idéia de que pais de filhos surdos pagavam por pecados ao terem filhos que não ouviam e quando conseguiam se comunicar por gestos, era o sinal de que havia chance de salvação da alma, que aliás, alguns chegavam ao ponto de declararem que os surdos não tinham alma pois não eram capazes de proferir os sacramentos...que absurdo!
John Beverley, em 700 d.C., ensinou um Surdo a falar, pela primeira vez (em que há registo). Por essa razão, ele foi considerado por muitos como o primeiro educador de Surdos.
Assim, no fim da Idade Média é que saímos da perspectiva religiosa para a perspectiva da razão, em que a deficiência passa a ser analisada sob a óptica médica e científica.
Na Idade Moderna vem a diferenciação de MUDEZ e SURDEZ.
Em 1898 surge o primeiro aparelho auditivo! Até então se usava cornetas ou tubos acústicos. Fico imaginando isso...
Em 1970 vem o implante coclear, denominado como uma simples cirurgia onde o aparelho é implantado debaixo do couro cabeludo. Até hoje ainda há muita controvérsia sobre o assunto e eu, particularmente não vejo com bons olhos, já que é necessário um cuidado imenso por parte da própria pessoa com sua cabeça e com sua saúde, pois pode haver reações como infecções, vertigens etc.
Hoje o mercado dispõe de inúmeras opções sobre aparelhos auditivos, chamados de próteses auditivas. Os valores também sofrem inúmeras variações e o Sistema único de Saúde disponibiliza aparelhos depois de uma longa e cansativa triagem.
O custo médio de uma prótese gera em torno de 500,00 até 10.000 reais (cada aparelho). Fora a manutenção com limpezas constantes e as pilhas que duram em cerca de 1 mes, dependendo do aparelho.
Leitura labial é um hábito entre os surdos. Depois que se aprende, torna-se vício. Muitas pessoas se sentem incomodadas ao terem os lábios seguidos pela leitura, mas para o surdo facilita e muito a compreensão da fala do outro.
Legendas nos filmes, nos programas de tv é uma necessidade básica, mas que vem sendo adquirida há pouco tempo. Close caption se torna obrigatória, os aparelhos de tv são feitos com esta facilidade, mas nem todos os programas de tv acompanham e/ou se adaptam, o que é uma pena. Perdem a audiência da comunidade surda.
As Línguas de Sinais não são universais. Cada país possui sua própria língua de sinais e sofre as influências da cultura nacional, que se diferem de região para região.Muitas vezes se diferem até mesmo de um bairro para outro dentro da mesma cidade.
Em 24 de abril de 2002 Fernando H. Cardoso sanciona a lei que reconhece LIBRAS como meio legal de comunicação e expressão.
E eu, tenho perda severa e profunda. Aprendi a conviver com a minha situação há relativamente pouco tempo, talvez uns 6 anos. Tive a ajuda de poucas pessoas, mas que jamais sairão do meu coração pela força que me deram.
Minha mãe foi a primeira pessoa a me aceitar assim. E por ironia do destino, faleceu há 1 ano e 4 meses com uma surdez considerável, causada pela idade.
Tive poucos amigos sinceros que nunca me discriminaram pela condição da surdez. Alguns também compartilham o mesmo problema, ainda que de forma não assumida ou não reconhecida por suas variadas razões que não vem ao caso. Não importa. Cada um terá o seu tempo para enxergar o problema com os olhos da própria alma.
A todos que me empurraram para esta melhoria na qualidade de minha vida, meu sincero agradecimento.
E aos que nunca aceitaram, saibam que eu desejo muito que vocês jamais venham a conhecer esta dor de ser diferente. Pois para Deus, somos todos completamente iguais.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Miragens de um deserto em mim.
As Almas São Desertas E Grandes
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Não são algumas toneladas de pedras ou tijolos ao alto
Que disfarçam o solo, o tal solo que é tudo.
Grandes são os desertos e as almas desertas e grandes
Desertas porque não passa por elas senão elas mesmas,
Grandes porque de ali se vê tudo, e tudo morreu.
Grandes são os desertos, minha alma!
Grandes são os desertos.
Grandes são os desertos.
Não tirei bilhete para a vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Errei a porta do sentimento,
Não houve vontade ou ocasião que eu não perdesse.
Hoje não me resta, em vésperas de viagem,
Com a mala aberta esperando a arrumação adiada,
Sentado na cadeira em companhia com as camisas que não cabem,
Hoje não me resta (à parte o incômodo de estar assim sentado)
Senão saber isto:
Grandes são os desertos, e tudo é deserto.
Grande é a vida, e não vale a pena haver vida,
Arrumo melhor a mala com os olhos de pensar em arrumar
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Que com arrumação das mãos factícias (e creio que digo bem)
Acendo o cigarro para adiar a viagem,
Para adiar todas as viagens.
Para adiar o universo inteiro.
Volta amanhã, realidade!
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Basta por hoje, gentes!
Adia-te, presente absoluto!
Mais vale não ser que ser assim.
Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro,
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
E tirem a tabuleta porque amanhã é infinito.
Mas tenho que arrumar mala,
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Tenho por força que arrumar a mala,
A mala.
Não posso levar as camisas na hipótese e a mala na razão.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Sim, toda a vida tenho tido que arrumar a mala.
Mas também, toda a vida, tenho ficado sentado sobre o canto das camisas empilhadas,
A ruminar, como um boi que não chegou a Ápis, destino.
Tenho que arrumar a mala de ser.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Tenho que existir a arrumar malas.
A cinza do cigarro cai sobre a camisa de cima do monte.
Olho para o lado, verifico que estou a dormir.
Sei só que tenho que arrumar a mala,
E que os desertos são grandes e tudo é deserto,
E qualquer parábola a respeito disto, mas dessa é que já me esqueci.
Ergo-me de repente todos os Césares.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Vou definitivamente arrumar a mala.
Arre, hei de arrumá-la e fechá-la;
Hei de vê-la levar de aqui,
Hei de existir independentemente dela.
Grandes são os desertos e tudo é deserto,
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Salvo erro, naturalmente.
Pobre da alma humana com oásis só no deserto ao lado!
Mais vale arrumar a mala.
Fim.
Fim.
Álvaro de Campos (Heterônimo de Fernando Pessoa)
4-10-1930
4-10-1930
E a mala da vida segue em frente, diante de mim. Não sinto que ela tenha destino certo, mas também não aventuro a dizer que ela esteja em vão. No vão entre a vida e a morte.
Segue em paz no leito de hospital, esperando a vez no atendimento urgente.
No que resta de direitos do cérebro, ele vagueia pelos corredores em busca de ajuda, de uma aspirina, uma morfina que ponha fim ao desespero.
A fome começa a aparecer na porta de entrada, mas não é liberada para acompanhamento. Visitas, somente depois, no estágio pré, aquele que Deus determina como sendo o passaporte da liberação das enzimas que pertubam o organismo doente.
O deserto não tem paredes, não tem limites, não tem parentes que incomodam. Gente demais para palpitar ou para despistar disfarçadamente um descaso antigo.
Nesta mala não posso levar o mal do apego. Ele não me pertence.
As areias finas que arranham meus olhos, são pertences desta terra longíqua, deste saber desgovernado através de tantas letras perdidas no texto sem sentido dos meus maiores sentimentos.
A realidade também não voltará amanhã, já deixou anexada na parede o aviso de sobrecarga de serviços e deixa claro que não tem tempo para retornar em ritmos que meus quadris querem obedecer.
Pessoas passam. Entram e saem. Mas ninguém fala comigo nestas horas. Só eu e o deserto...
.
Pessoa fala em cigarro, mas eu insisto que não o quero mais. Poucos sabem que o substitui por algo que não era para mim. Grandes novidades...rsssssss.... som demais para meu pouco ouvido interno...mas amanhã é infinito, quem sabe eu me decida pelo aroma de um novo perfume no pergaminho esquecido na gaveta?
Não há respostas. Assim como não haverá nexo neste post para quem não conhece minha alma de sobrevivente de um deserto insano e disposto a rasgar os traços mais finos da delicadeza humana.
Sou eu. Sou parte deste deserto.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Caça e Caçador...
Revirar o báu das lembranças...
Viver o passado, respirar o presente e almejar o futuro! Coisa boa, quando vem seguida de uma letra pra lá de sensual. Daquelas que você ouve com os olhos e sente com as mãos o ensejo de cada nota no cangote...
E você, vai ser caça?
Ah, tudo bem!
Eu te caço entre as dobras do lençol amassado, amarrotado e esquecido no chão do nosso mar de sonhos...deixa que eu vou atrás das dobras de sua pele na minha. Eu corro com a língua cada centímetro de seus suaves entornos e nada suaves penugens.
Me estarreço de ver que sou também sua caça em cada virada de um suspiro, de um gemido mais alto ou de um grito de prazer estancado nas paredes feito quadro. Não de Mona Lisa, não, não.
Um quadro de nudez escancarada como o nosso querer.
É tudo tão leve e louco que nem há pressa em pensar na hora de ir embora.
Afinal, o amor não tem de ser uma história com princípio, meio...e para que o fim??? Que fim! Tire sua roupa que vamos começar tudo de novo, pois é sim, fácil de mudar qualquer plano! Basta eu te olhar e você me olhar.
Venha me responder com seus cílios nos meus.
Com seu suor no meu.
Com seu presente no meu futuro.
Você quer ser o caçador?
Tudo bem. Eu deixei. Deixo e deixarei até o ar acabar.
Seja meu caçador em forma de objetos e brinquedos de prazer. Perfure o destino com palavras inebriantes ao meu ouvido, em todos os dias, em todos os segundos da vida.
Nesta armadilha não entra mais nada. Somente meu hálito junto ao seu.
Vamos abrir vinhos, refrigerar nosso interior e avivar os sentidos mais pornográficos que a terra já tenha tido conhecimento.
Vamos aflorar todo erotismo, porque desejo e moral nunca foram par romântico no julgamento final perante os anjos. Aliás, nós vamos desencaminhar todos os anjos e levá-los conosco ao topo do orgasmo físico, mental e espiritual. Sim, isto existe! Está no Kama Sutra,eu te ensinarei em detalhes maquiavelicamente cronometrados. Sei que você vai duvido que alguém já tenha levantado hipótese de tal arrogância...
Venha comigo para outro mundo onde seremos nossos únicos e próprios juízes. Só isso. Ou de repente pode ser muito mais que isso. Pode ser uma explosão de tudo o mais dentro de nós com total capacidade de mudar o mundo inteiro!
Deixe....
Seja minha caça e meu caçador.
Veja em mim, o seu eu dentro de você...faça das palavras o degrau que as secreções vão usar para escoarem dos nossos corpos...
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Intuição.
Quer ouvir mais?
Então senta ai, pega um copo de água, puxa a cadeira e ouve...
O tempo ficou curto, não deu para falar muito. Só deu mais para sentir a batida nas costas e depois as dores que não sei quanto tempo durou. Relembro que acordei deitada. Olhei para cima e tive a certeza de que aquelas paredes não eram as do meu quarto. Nem da minha casa. Nem das casas que eu conhecia.
Aos poucos, os rostos familiares foram se aproximando e percebi que não estava mais inteira. O espanto era geral, alguns não sabiam disfarçar e outros não disfarçavam por querer mesmo aparentar o horror no rosto.
O tempo passou.Ñão sei quantos dias. Não sei nem quantos anos.
Não soube mais dela. Mas sei que sobreviveu aquela pancada que nos atingiu.
Eu e ela, éramos cúmplices de uma única coisa: a dor em comum. O remorso por não termos feito nada para evitar que tudo tivesse tido um rumo diferente. Nós sabíamos bem dos riscos, mas não acreditávamos que estivéssemos em área de risco.
Sabe aquela historinha pra boi dormir, que sempre teremos proteção e o pior só acontece no quintal do vizinho? Pois é. Foi esta teoria que nos afundou dias e dias naquele hospital.
Nem sei porque vim te contar isso aqui. Eu jurei que nem iria mais lembrar de nada daquilo. E no entanto, esquecer é uma palavra que não deveria ter sido inventada...ela não existe mesmo. Ninguém esquece ninguém. Ninguém esquece nada.
Só esquecemos o que não existiu. O que não teve valor interno. O que não foi importante. O que não faríamos de novo.
Só esquecemos daqueles que passaram pelos nossos caminhos e deixaram o nada. Absolutamente nada.
Quem deixou alegria, é sempre recordado.
Quem deixou tristeza, é sempre relembrado.
Quem deixou dor, é sempre amaldiçoado.
Quem deixou mágoas é sempre criticado.
Quem deixou decepção, é sempre comparado.
Quem deixou amor, é sempre amado...
Não tivemos tempo de encerrar a conversa mal começada, ali, no boteco de esquina. Onde as putas se encontravam para ganharem o dia ou simplesmente, achar o fregues do dia.
Aquele boteco, que cheirava lama misturada com a pinga oferecida às entidades na porta. Ninguém, ou a maioria, não as via, mas elas estavam ali, sempre ali. Porque o concreto secava rápido demais ao receber os goles de oferendas e porque as manchas escuras, denotavam a presença delas, das trevas.
Ninguém mais tinha medo disso. Medo é coisa para se ter dos vivos! Os mortos descansam. Como eu e ela um dia iríamos descansar daquele terror que vivemos juntas.
Hoje eu saio pelas ruas e não encontro nada que me remeta àquela conversa. Parece que o tempo levou as palavras com ele. Varreu tudo da minha mente e eu nem sei mais porque relembrei isso agora...talvez seja o mes.Os setembros que cheiram a primavera e avistam as cores das flores, me remetem ao dia em que o sangue era o principal elemento que estampava nossas vestes e nossos lugares.
De volta no passado eu esqueci que o perigo ainda nos ronda. Atravessei a passarela e fui ao encontro das lajotas que seguraram as rodas do carro no momento anterior...estranho isso tudo...eu nunca vivi isso mas sei que conheço cada detalhe é nítido e asqueroso ao meu redor.
Nem sei quem era ela.Mas sei que ela existiu e está viva.
Minhas pontuações se negam a me mostrar seu rosto, para que eu me despeça ou pelo menos possa pedir perdão à ela, caso tenha tido alguma ponta de culpa em suas dores...
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Ser Mulher.
Ser Mulher.
Ser
mulher é ter muito amor dentro de si!
É sair
da cama logo cedo, porque dormir até tarde
é
assunto de celebridade.
É
enfrentar fila no supermercado
mesmo
que esse seja bem afastado.
É sair
sem
querer fugir.
Procurar
sem
cansar.
Dar um
jeito no leito,
um
amasso
no
laço
ou um
expressivo abraço
naquele
que desperta saudade.
É temer
sem receio
uma
plástica
e
encarar no máximo uma drenagem linfática
sem
preocupação com o peito
que
teime em seguir a força da gravidade.
Ser
mulher
é
saber,
é
querer,
é ter
poderes
sem
pudores.
É ser
deusa ou vagabunda,
mesmo
que seja uma segunda.
É
escrever sobre seu maior sentimento
em
qualquer momento.
É ser
mãe,
do
filho gerado pelo ventre
ou de
todos que veja pela frente.
Ser
mulher
é
escrever muita besteira
e muita
asneira,
principalmente quando a vida perde a
graça
e a
boca ganha uma mordaça
para
não lembrar
de
reclamar.
É
sufocar,
é
querer gritar,
é
impedir
e ao
mesmo tempo querer pedir,
socorro
ao vento.
Ser
mulher é encarar uma fila.
Ter um
cão fila
como
segurança
da sua
criança.
Ser
mulher é não ter mais o que falar
quando
todos se forem
e ela
ficar só, sem motivos para sonhar...
AUTORIA:SELMA GUIMARÁES COENTRO
Um pouco de erotismo (nr 2)
Era no carro, na rua, na estrada, no ônibus ou em qualquer lugar que coubesse a explosão sexual daqueles dois.
Eram um único fogo em forma humana. Não importava o tempo. Não importavam os olhares. Eram certidões legalizadas do amor que colocavam em prática quando se encontravam.
E estes encontros eram emergências. Não sabiam esperar por qualquer dia ou hora, era no momento exato que batia o tic tac do relógio hormonal deles. Organicamente falando, poderia se pensar em exagero, mas eles sabiam que tudo era absolutamente normal para o tamanho do sentimento que havia dentro de um pelo outro.
Nada os impedia.
Nada os repelia.
Nada era obstáculo quando se tratava de se saciarem. De se embriagarem de secreções um do outro.
Tudo podia ser visto e sentido até de longe mesmo para quem não os conhecessem. Não faziam segredo de que se queriam. Sabiam que eram um do outro e para todo o sempre assim seria. Ficaria na memória de quem se atrevesse a olhar duas vezes, a falta de pudor como se tocavam.
O que é que gera tanto amor?
De onde veio este sabor de querer saber cada vez mais das artes e artimanhas da sedução para o que o prazer fosse cada vez mais pleno? Era muito erotismo para apenas dois seres!
Chicotes, algemas e lubrificantes...eis alguns dos instrumentos que os ajudavam para se emocionarem
nos contatos entre almas.
O que faz manter tanto amor?
De onde veio este querer ter cada vez mais vontade de ficarem juntos, de se apoiarem, de se unirem em prol deles mesmos? De um ganho visto unicamente por eles. Um bônus de energia além desta vida. Além da moral e dos bons costumes da sociedade que vivem de forma indecentemente satisfatória.
Entre as pernas ela segurava ele. Entre as pernas dela, ele queria ficar para sempre. As línguas sabiam se entrelaçarem em beijos como nos passos de um ballet de sucção, de fricção ante-gozo e de jorros de pura emoção.
Não existia verão que os separasse, assim como o inverno nada mais era do que um tempo a mais para se amarem debaixo de cobertores e edredons suaves como os travesseiros que apoiavam tantos sonhos.
Não existia primavera que não os premiassem com lindas flores a adornarem os cabelos e os cantos por onde este amor quisesse se manifestar.
Não existia outono que não trouxesse uma brisa para refrescar os corpos entre os copos de água que lavavam os rostos entre um e outro aconchego.
O sol iluminava e fortalecia este amor.
A lua abençoava com as estrelas este amor.
O universo conspirava a favor deste amor e escondia-os do mundo invejoso, barulhento e insano.
Um pouco de erotismo. ( nr 1 )
Não sabia o que fazer. Depois de tanto tempo esperando a vez, já tinha esquecido como era tudo aquilo de novo.
Ele, ali, parado em sua frente, pedia-lhe que entrasse logo.
Ela hesitava de medo de ser vista, de algum olhar ser testemunha de sua fuga. Mas entrou e sentou ao lado dele.
Não tiveram tempo para as conversas. O desejo falou mais alto que tudo e foram direto para o quarto em ânsias e tremores de amores perdidos e esquecidos no tempo.
Suas mãos se entrelaçaram e começaram o jogo do infinito...
O vento nunca tinha visto tanta roupa ultrapassar o ar e cair no chão frio. Ele, por sua vez, nunca imaginara que ela um dia se entregaria por inteiro, sua, somente sua.
Nua, completamente nua.
Bela, linda, esplendorosa em seu desejo!
Ele, formoso, passava os braços em torno da cintura dela e lhe pedia mais. Em beijos, em sussurros, em chamegos e dengos.
O que de mais poderia haver entre eles, que se queriam e se amavam mesmo sem saberem?
O tudo, não era suficiente.
Os corpos ardiam entre as estrelas dos olhos de cada um. As mãos contornavam as curvas com todo ardor possível e até mesmo impossível. O fogo da vida enfim se acendeu entre suas bocas, enchendo o ambiente com o odor de rosas vermelhas, incenso e bolhas de espumante. Taças se quebraram na pressa do brinde e os cacos não cortaram suas peles imunes ao mundo.
A descoberta deste amor foi um laço no destino de cada um deles, recém-conhecidos, porém relembrados de dias que não faziam parte deste calendário nosso.
Os lençóis eram de cetim, mas se não estivessem ali, não fariam diferença para o desenrolar e desabrochar de tanto sentimento guardado. Em nuvens, eles flutuavam. Em chamas se ardiam e se buscavam inquietantemente. No silêncio do segredo, se revelavam amantes. Em nuances perceptíveis de contatos além da lenda da vida e das estrelas.
E seguiram (felizes ou não) neste barco em direção às águas abençoadas por Iemanjá. Salgadas como a natureza criou. Cristalina como Deus desenhou.
No instante, o mais importante é lembrar que o amor é eterno e satisfeito apenas dentro de um coração que o aceite, que o chame, que o declame incessantemente. Mas por sua livre e espontânea vontade. Nunca a força, apenas se fôr para fincar a seta do cupido até sangrar...
O gozo não era o alvo do encontro. O orgasmo mais profundo foi no encontro das almas planejado em outro planeta, o da perfeição.
Em comum acordo com este detalhe, se viraram de lado e adormeceram. Descansaram da longa jornada de carícias e afagos íntimos. Ao despertar, se deram conta que o tempo passava e era preciso voltar para a vida.
Se vestiram. Se entreolharam e se despediram. Só.
Somente um beijo discreto para selar um futuro muito breve reencontro.
Sabiam que mesmo que morressem em separado ao sairem dali, nada mudaria, pois a luz da espiritualidade viria para acertar as contas que ficaram na mesa do altar daquele amor.
As taças quebradas ficaram como testemunhas do ato em si.
A cama desarrumada ficou no abandono cheia de suor.
A luz ficara acesa, para que a energia não se dispersasse e esperasse pelo dia seguinte, quando retornariam.
Um último olhar dela em redor do quarto, em busca de algo esquecido. Nada. Tudo estava em suas mãos. A blusa, ela vestiu por medo do frio e a calcinha, guardou na bolsa.
Vai que na estrada de volta, eles resolvessem retornar para o quarto...
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Calçadas do Tempo.
Olho as mesmas árvores. Penso as mesmas coisas sobre elas.
Da calçada avisto um muro verde, que já foi azul, rosa e lilás. Não sei dizer se trocaram-se os donos ou o gosto do mesmo dono. Pode ser que o ponto de vista dele tenha sido alterado por algum fato inédito e imprevisto...pode ser vontade de renovar, acreditar em algo novo de novo tom, de novas bases.
Da mesma calçada avisto uma criança brincando com suas bolas de gude. Meu medo sempre foi o de um dia acabar tendo de presenciar esta criança engolindo uma delas. Mas algo sempre me deu uma paz quando sabia que esta criança estava ali, sentada brincando. Ela era a representação da infância que não se perdeu na evolução;
Do outro lado da calçada sei que há uma mulher à espera de um ônibus. Também não sei se ela vai ao trabalho, mas sua pontualidade compete com a minha curiosidade. A dona não sabe que eu a observo, mas eu sei que ela observa os homens que passam. Talvez procure por algum de seu passado, ou querendo que algum delesfaça parte do seu futuro. Suas vestes não demonstram seu destino. Não revelam seus segredos, mas entregam suas esperanças. Desnudam o seu equilíbrio no salto alto azul cobalto que ela adora ficar olhando, conferindo a perfeição de seus dedos com a ponta do sapato.
Ao meu lado, sei que um idoso passa por mim e me diz um bom dia com cheiro de tempo. Não de tempo passado. Mas de tempo vivido. Tempo curtido. tempo espremido entre brincadeiras e responsabilidades.
Junto com ele, vai "sua senhora", a dama que lhe sorri sorrateiramente ao longo dos anos. Sempre com o dedo em direção ao céu, como a acusar que poderá chover.
Meus pensamentos passeiam por tantos personagens que avisto.
Minhas lembranças afligem quando me dou conta de que meu tempo também está passando!
Desta calçada eu sei que muitos passos se alongaram em torno de sustos e boas surpresas. Assaltos foram planejados ali e até mesmo executados na pressa que só o crime conhece. Este concreto já foi testemunha de muitos namoros, olhares escondidos comprometedoramente medonhos e assanhados entre as saias das meninas e os bolsos dos rapazes.
Passos que se apressaram para a cama. Outros se desviaram da lama e foram para um quarto mais quente, mais longe para não serem importunados.
Nas calçadas das ruas onde passo todos os dias, deixo notas de minha autoria. Quem sabe, um autor as recolha e leve-as para um convento e as santifique? Quem sabe, elas deem flores e saibam frutificar doces sonhos de quem busque um encanto para alcançar um degrau a mais na vida pesada, lenta, ensurdecedora? Sendo bentas, elas poderão servir de alento para alguém. Assim eu desejo. Assim eu as entrego ao mundo.
Hoje, agora e sempre.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
"Era" Impossível.
Muito interessante (percebendo a coisa pelo lado psicológico) como certas músicas nos são apresentadas para marcar algo, um alguém ou um simples sentimento.
Conheci essa música através de um power point anexado num desses e mails completamente sem sentido que recebemos aos montes todos os dias. Mas este eu resolvi abrir por curiosidade. Não lembro bem o tema, mas trazia esta música para acompanhar.
Freddie me deixou marcas com sua voz e sua postura de bailarino meio macho, meio gay. Montserrat, sinceramente não me fascinava. Mesmo assim a música me tocou. Seu significado era tudo o que eu sentia na época, no dia e pelos dias que se seguiram. Aliás, por muitos dias. Muitos.
Passei muito tempo me perguntando como eu poderia seguir adiante depois do que passei? A "facada" dada de forma tão profunda não parecia que me deixaria sobreviver. Eu realmente sangrava por toda a alma. Como doía...mas era verdade. Realidade tão distante de tudo que imaginei. Que criei para minha eternidade que ruia ali, na minha frente.
E sozinha. Sem ninguém para me ouvir ou pelo menos compreender minha necessidade de cuidados. Sem ninguém para me dizer que eu tinha de me fortalecer para continuar. Eu tinha acabado de perder o chão, o rumo e até parte do destino. Era tanta tristeza que eu tinha certeza de que não poderia jamais esquecer tudo aquilo.
"Como posso ir em frente?"
O mundo parecia ter adquirido um tamanho imensurável para mim, para minha tristeza. O mundo estava sendo demais para tantas lágrimas despejadas sem nenhum pudor. E do que me serveria a vergonha naquelas circunstâncias?
Sofri. Chorei até lavar a alma por inteiro.
Superei, ao ponto de poder ouvir esta música e sentir apenas um leve cheiro de passado não tao distante, mas relevante. Não sei se poderei esquecer, mas dissolvi, digeri bem o fato e ainda fiquei com a certeza de que precisava passar por aquilo para entender e aprender muitas coisas. Ao meu respeito e por respeito à mim.
Nada nos acontece sem que seja para nos conduzir à uma realidade que muitas vezes nossos olhos ficam bloqueados. Ficam até estagnados no ar, como pipas ao vento. Vamos seguindo em frente achando que tudo está certo, tudo ok, tudo muito bom. De repente nos chega um furacão e leva embora o bom da vida que acreditávamos ter. Mas no lugar, ficou apenas a crua realidade da vida.
O importante é que hoje "How Can I Go On"não é mais impossível, é apenas uma linda canção que me desperta grande saudade do belo Freddie.
Belo e imortal.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Renovações. Incrementos e Exageros.
Cansaço...
De tudo um pouco.
Da mesmice do ar seco, da falta de novidades, da escassez de presenças, da rotina das minhas gavetas...
Preciso incrementar essa vida, essa agonia de não ter horizontes disponíveis e nem visíveis.
Colocar um cabide a mais no armário para receber um vestido ou uma blusa. Calças, não. Obrigada. Cansei também das calças e enquanto tiver pernas quero que o mundo seja testemunha de todos os contornos. As vezes é preciso fugir do vento. As vezes é preciso fugir de um olhar antes que se transforme em gesto indecente.
Preciso agitar minhas manhãs com orações mais dignamente dirigidas. Acho que ando errando o alvo quando me ajoelho ou os santos de minha devoção também ficaram surdos para serem solidários comigo. Não preciso de tanto. Só de ser atendida! Caprichar mais no fogão e me alimentar de forma mais correta. Tenho sido totalmente largada comigo em relação ao que consumo. Ah, tá. Me deixei levar para compensar. A gula só é pecado para quem vê e julga, mas não para quem dela necessita. Meus chocolates são fiéis até debaixo d'agua. Sabem que sem eles, eu me reduzo à um pequeno pedaço de nada.
Tenho de recomeçar minhas hidros, nunca mais fui. Por que parei mesmo? Nem sei. Me fazia bem.Não tinha razão de pedir divórcio da piscina aquecida. O período da tarde é ótimo para se exercitar quase em movimentos de balé.
Vou precisar tirar a roupa de cama e soltar os lençóis no sol, para serem energizados e abençoados pela cor e pela força da luz natural. Colocar tecidos suaves, coloridos, alegres e novos para ter motivos de sobra para pensar no futuro. Edredons king size. Travesseiros perfumados, o quarto incenssado com jasmim e decorado com flores nos vasos de cristal.
Assim vai dar para pensar em tapinhas no bumbum, sutiãs no chão, calcinhas rasgadas inesperadamente...
Suar até precisar fazer o chuveiro ligar sozinho para mim. Tudo sem pressa e sem medos bobos de perder a hora. Aliás, vou enxergar a hora no brilho dos seus olhos que irão me mostrar até as estrelas mais distantes da terra. Vou sentir teu cheiro e saber reconhecer porque sou para você, o que você é para mim. Na respiração descompassada é que seremos cúmplices da sedução que nos envolverá.
Vou molhar tuas pernas e teu umbigo...com suores, secreções e salivas.
Vou mexer com teu desejo até te enlouquecer.
Vou tirar você do sério!
Vou deixar seus pensamentos sem rumo. Sem direção. Sem possibilidades de partirem para outra (s) finalidade (s) que não sejam meu eu interno.
Vou dançar para você me apreciar como odalisca do seu deserto. Vou te embalar no ritmo dos meus quadris para que você enlouqueça mais um pouco. Depois, vou dançar nua para você. Vou te embalar no ritmo das minhas curvas para que você entenda a loucura que é seu corpo no meu.
O restante da casa? Servirá de testemunha no silêncio.
Só me faça o favor de bater na porta antes de entrar e não me pergunte porque.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Caboclo Cobra Coral.
Prece ao Caboclo Cobra Coral
Salve ó poderoso caboclo que tudo ve e tudo prove em
minha vida.
Fas andar tranquilo pelos verdes campos de Oxóssi.
Leva meu pedido até os limites da eternidade,e alcança ,os brados de meus inimigos que se encontram revoltos.
Refrigera a minha alma e guia-me pelas veredas da justiça de pai Xangô.
Ainda que eu ande pelo vale da morte ,eu não temerei mal algum,pois Abaluaie esta sempre ao meo lado.
A minha direita carrego o cajado do mago da cobra, e a minha esquerda levo sete infernos a me protejer.
Unge minha corõa ó caboclo
Fas andar tranquilo pelos verdes campos de Oxóssi.
Leva meu pedido até os limites da eternidade,e alcança ,os brados de meus inimigos que se encontram revoltos.
Refrigera a minha alma e guia-me pelas veredas da justiça de pai Xangô.
Ainda que eu ande pelo vale da morte ,eu não temerei mal algum,pois Abaluaie esta sempre ao meo lado.
A minha direita carrego o cajado do mago da cobra, e a minha esquerda levo sete infernos a me protejer.
Unge minha corõa ó caboclo
Serpente.
Meu lado Serpente.
Hoje já
acordei impaciente...
aquele tal
pensamento indecente
não queria
me ver como sobrevivente
insistia
comigo que tudo tem de ser dente por dente.
Esse é o meu
lado serpente,
víbora
consistente
com
aparência de adolescente
e porte de
deficiente.
Eu sei que
comigo acabo sendo muito delinqüente.
Gosto de ser
diferente,
de ser
gente
inexplicavelmente.
Vivo o
presente
de forma
pungente!
Diante do
mal, eu posso ser valente,
minha força
é meu tridente.
Sim, eu
ainda sou gente!
Tenho pressa
e exijo a felicidade de forma urgente!
E aquela que
tenta me derrubar não passa é de uma doente,
eu sei que
caridosamente
eu deveria
agir com ela e ser mais coerente,
mas não
consigo! Não tenho dom para ser tão benevolente,
Com quem
pensa que é comovente
e não passa
é de um ser incompentente!
Meu lado
serpente
não gosta
dessa gente indecente,
essa
maledicência é deprimente!
Como ela
pode ser tão imprudente?
Não pensa no
futuro...pois talvez não saiba o que fazer com seu estado
presente...
E por causa
disso é tão imprudente,
impertinente...
Lamentavelmente preciso somente
conter em
mim a fé suficiente
e mostrar
que sou resistente
para tanto
mal que ela por mim sente.
Vou olhando
de lado, sorridente
cada vez que
ela cai, eu estou na sua frente!!!
Ela pensa
que o seu azar vem da minha mente,
não entende
que diante dela eu sou apenas um pingente.Ingenuamente ela
continua sendo maldizente...
isso é mal
de gente que tem medo de ser diferente!
Eu quero que
daqui para frente
ela se torne
completamente
indiferente
quando por
mim passar rente.
Só espero
que nem tente
cutucar de
novo meu lado serpente.
Ou deixarei
sair pela ponta do dente
ou pela
ponte displicente
ainda que
docemente
todo meu
veneno efervescente.
*O texto é de minha autoria. Não lembro mais quando foi feito, mas foi direcionado para uma vizinha que vivia para aporrinhar a paciência de meio mundo do condomínio.
Hoje, releio e vejo graça em minhas palavras. Eu me aborrecia por tão pouco, bastava não dar atenção para a criatura. Mas era quase impossível! A dona tinha o dom de cutucar um ponto fraco de cada um em particular!
Era habilidosa! Ágil como uma serpente mesmo! E venenosa. Não escolhia hora e nem selecionava seus alvos. Eram adultos e crianças. Bastava ela ter um contratempo com o marido ou com a empregada ou no emprego e os vizinhos tinham de pagar o pato.
Assim foi por alguns anos.
Ela emputecia, mas como nenhum mal sobrevive por muito tempo, a vida arrumou um jeito de dar-lhe o troco.
E que troco, héin Deise...vai com Deus!
Filosofiando...
Quero amadurecer cada vez mais para começar de coração aberto o caminho que se abre com muito suor. Muito profundo. Com muita energia. Do saber. De reconhecer.
Quero entardecer agora para planejar melhor uma vida que procurei lá atrás. Muito lá atrás. Tão tardiamente enobrecida. Mas movida pela constante vontade de ter paz ao seu lado.
Quero entardecer antes do meu fim. Para pedir seu sim. Ter você para mim. Como eu sempre quis. E como sempre por tudo que fiz.
Quero anoitecer ao longo das horas, para dormir em sua companhia e me embebedar do seu sono. Só não sei como. Preciso aprender a te prender em minhas pernas por toda a noite. Rever técnicas modernas de te levar além da meia noite para o fundo do meu querer.
Quero anoitecer assim. Abençoada pelo prazer do teu corpo no meu e do meu rosto no teu. Da minha vida na sua vida e do nosso eterno viver.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Do casulo à realidade.
O último que sair, apague a luz e tranque as portas, por favor.
Pausa na vida. A respiração tá forte demais para acompanhar meu ritmo mais devagar por causa dos fatos e atos falhos.
O tempo é de renovação. Da pele, do ambiente, do corpo, da mente e das crenças.
Joguei a toalha ao vento e ele me devolveu as pétalas que havia esquecido no fundo do baú. Pensei que ainda estavam no fundo da gaveta do armário escondido no porão do seu coração. Mas, não. Estavam debaixo do tapete da sua sala de estar, entre a porta e o sofá. Essas pétalas eu jamais iria buscar. Deixei de lembrança, acreditando que você iria acreditar na minha esperança, na minha carência.
Hoje já não sei mais o que digo por ai. Me perdi no trajeto que tracei para ir em busca de algo que me levasse à marte ou saturno. De repente me vi de frente com a morte!
Que susto! Que medo dela levar o que eu ainda queria que ficasse em mim!
Olhei o trem vindo e desejei que ele trouxesse aquele aroma de jasmim ou alfazema para purificar o ar das tristezas nos olhares das mulheres ao meu lado, mas carregam mágoas profundas na alma.
O trem vinha cada vez mais próximo e alguns homens procuravam um lugar para sentar. O cansaço também é traço nos rostos bem desenhados, alinhados, suados...
O brilho de cada retina demonstra a rotina do dono. Alguns poucos fazem a figura de uma estrela, de tanto que brilham!
Outros, quase nem se enxerga. Estão disfarçados, entre o nariz e a testa pedindo que ninguém os repare.
Separe as figuras que você vai entender a ladainha nossa de cada dia nesta vida.
Faz que sentiu alguma coisa e vai embora. Sai de perto que é melhor.
Vou caminhando ao lado dos trilhos, onde o caminho é livre embora proibido. Andar sobre pedras nunca foi obstáculo para quem teve vida curta entre os sons.
A pausa na vida deve ser por um bom tempo. Até eu decidir que chegou a hora de me despedir ou, quem sabe, insistir mais um pouco?
Insistência parece coisa de louco, mas é para os fortes e compromissados consigo mesmo. O título de propriedade da minha vida ainda não foi posto à leilão.
E hoje sim, eu sinto que está valendo a pena continuar a caminhar.
Vou observando as pixações dos muros e fachadas, procurando uma sigla que signifique algo sobre meu nome. Talvez encontre. Talvez invente.
Só chegarei após as 22 hrs.
Terei tempo de sobra para um bom banho, uma sopa e meus cobertores. Depois disso sim, eu sonho tudo de novo.
E pode aguardar: estarei pronta para tudo o que vier.
...se der tempo...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Pompoar: arte para ter saúde e prazer.
Pompoar (pâm-pohur) significa ter o controle mental sobre a musculatura vaginal.
Não, este artigo não é pornográfico, muito pelo contrário. Vamos desmistificar o assunto e perder o tabu, pois a arte de pompoar pode ajudar a mulher na sua saúde e no seu relacionamento afetivo ou seja, só nos beneficia.
Saúde: auxilia no tratamento do vaginismo, flacidez pós-parto, incontinência urinária por esforço, queda de útero, prolapso da bexiga e do reto, entre outras decorrentes da musculatura perineal. Ajuda também a pompoarista no parto normal.
Afetivo: melhora a qualidade da relação sexual, pois trabalha músculos que você nunca imaginou que tinha, aumentado a sensação de contato e prazer, proporcionando a mulher mais segurança e aumento na auto-estima.
Os cursos podem ser presenciais ou através da internet.
Para fazer o curso e praticar os exercícios do pompoar, são utilizados duas bolinhas bem-wa (em japonês significa: que se acomodam), que são unidas por um cordão e vibrador para pompoar (bem diferente e mais fino que os vendidos para outros fins).
Os exercícios: Contração de Sucção e contração de expulsão, são movimentos vaginais inversos um ao outro, possibilitando com isso uma musculatura forte. Lembrando que, músculos de uma forma geral se fortalecem pela prática habitual de exercícios. Não são fáceis de obtê-los sem malhar e para mantê-los também tem que se manter uma rotina de malhação.
Para identificar os músculos utilizados no pompoar, interrompa o ato de urinar antes de terminar. Os músculos utilizados para essa interrupção serão os que deverão ser malhados.
Você pode começar mesmo sem os equipamentos. Comece aos poucos, no movimento de contração e depois relaxe, em movimentos de repetição por alguns minutos. Faça todos os dias que depois de 2 semanas já começará a sentir a diferença.
A mulher que investe em si mesma e em sua saúde, tem melhor qualidade de vida e consequentemente esta qualidade se estende aos seus familiares, principalmente em seu parceiro.
(FONTE: http://www.ruadireita.com/outros/info/pompoarismo-e-a-saude-da-mulher/)
Ser Mulher.
Ser Mulher.
Ser mulher é
ter muito amor dentro de si!
É sair da
cama logo cedo, porque dormir até tarde
é assunto de
celebridade.
É enfrentar
fila no supermercado
mesmo que
esse seja bem afastado.
É sair
sem querer
fugir.
Procurar
sem
cansar.
Dar um jeito
no leito,
um amasso
no
laço
ou um
expressivo abraço
naquele que
desperta saudade.
É temer sem
receio
uma
plástica
e encarar no
máximo uma drenagem linfática
sem
preocupação com o peito
que teime em
seguir a força da gravidade.
Ser
mulher
é saber,
é querer,
é ter
poderes
sem
pudores.
É ser deusa
ou vagabunda,
mesmo que
seja uma segunda.
É escrever
sobre seu maior sentimento
em qualquer
momento.
É ser mãe,
do filho
gerado pelo ventre
ou de todos
que veja pela frente.
Ser
mulher
é escrever
muita besteira
e muita
asneira,
principalmente quando a vida perde a
graça
e a boca
ganha uma mordaça
para não
lembrar
de
reclamar.
É
sufocar,
é querer
gritar,
é
impedir
e ao mesmo
tempo querer pedir,
socorro ao
vento.
Ser mulher é
encarar uma fila.
Ter um cão
fila
como
segurança
da sua
criança.
Ser mulher é
não ter mais o que falar
quando todos
se forem
e ela ficar
só, sem motivos para sonhar...
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