Do deserto eu parto em busca de mim. Saio à procura de um pensamento que ficou perdido no tempo, no espaço entre as linhas de um texto mal interpretado e malvisto por Deus.
Não era o dia de hoje que eu queria que fosse surgir a resposta do meu tempo em vão.
Era o amanhã que eu pensava ser mais distante e foi adiante em tudo de uma única vez.
O objetivo de vida foi arrancado cirurgicamente às pressas para que ninguém testemunhasse o quão doloroso é saber de si em cada segundo que se passa.
Não vou olhar para trás na esperança de pedir sucesso, pois os deuses me negaram tudo desde o início e não será agora que vão mudar de idéia ao meu favor.
Não, senhor.
Eu agora sou senhora. E por agora não posso mais errar em seu santo nome.
Não vou criar expectativas futuras na ânsia de seguir seu caminho, pois eu me neguei o fim e será neste instante que não mudarei por amor.
Meio confuso?
Totalmente insano, como sempre foram meus pensamentos.
Alguém entendeu?
Nunca.
Não devo me abrir aos estranhos. Não falo com estranhos.
Canto aos quatro ventos o que sou, mas não revelo meus sonhos.

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