quinta-feira, 2 de maio de 2013

Cansaço.











É difícil falar sobre cansaço...

Quando ouvimos ou lembramos desta palavra, creio que a primeira coisa que nos vem a mente seja o cansaço físico, aquela coisa estafante de várias tarefas sendo cumpridas uma após outra e tal. Mas eu não vim escrever este sobre este tipo de cansaço.

Não, eu vim contar sobre um cansaço que muitas pessoas se negam a assumir, se omitem dele, escondem debaixo de lágrimas, de falsos risos, de piadinhas ultrapassadas até para que ninguém se dê conta da realidade de um cansaço real.

O cansaço da vida.
O cansaço das pessoas. Das boas e das ruins. Das legais e das chatas. Daquelas que nos rodeiam sempre, seja por conhecimento, por acesso casual, por laços familiares, por proximidades diversas.

Do cansaço da maldade dessas pessoas, do egoísmo dessas pessoas, da ignorância dessas pessoas. De tudo que elas representam para nós e para o mundo em geral.
Cansaço de ouvir barulhos que elas fazem para chamarem a atenção. Cansaço do silêncio que elas nos impõem por medo da troca de afetos ou de farpas.

Cansaço que não cansa de ficar.
Não pede para ir embora.
Não sai de dentro da gente.
Não fica lá fora da nossa vida.

Cansaço de ligar a tv e ver atropelamentos todos os dias, como se as regras de trânsito não pudessem serem modificadas à revelia.
Cansaço de ver estes atropelamentos se tornarem banais, como as vidas dos outros que não conhecemos.
Cansaço de ler sobre tiroteios, assaltos, sequestros, crimes passionais que acabam sendo a única saida para situações infernais.

Cansaço de ver programas bobos, falando bobagens sobre saúde, sobre beleza, futilidades, coisas que se aprende de forma tão simples, basta ter um espelho nas mãos.
Cansaço de ver personagens forjados em cenas mal forjadas para tentarem um ar realismo que nem de longe convence.

Cansaço de ouvir padres, pastores, rabinos, pais de santo, mestres e leigos sobre assuntos intitulados religiosos, mas que de Deus mesmo,estão tão distantes...
Cansaço de entender que a humanidade precisa de solidariedade e não de religiosidade. Sobra palavra e falta compreensão até das mesmas.

Cansaço de ver gente bonita ás custas da tecnologia ultramoderna que não permite mais que se envelheça naturalmente, como se isso, o ato de envelhecer, se tornasse ridículo.

Cansaço de andar nas ruas e ver que falta calçada, falta árvore, falta espaço entre as casas, falta jardim, falta animais mansos, falta vizinho que dê um sincero "bom dia". Falta gente sem noção das horas que pare para uma boa conversa.

Falta gente que se preocupa com o outro dispensando o sentimento de posse. Ninguém é de ninguém, quando aprenderemos isto?

Cansaço de doenças reais e de doenças fingidas cuja única finalidade é desviar assuntos..isto é mais difícil de falar do que imaginei...

Cansaço de gente "estrela". De gente perdida. de gente esquecida. De gente que só tenha olhos para computadores, para jogos, para chamadas perdidas nos celulares.
Cansaço de saudades que não terminam, de dores que não passam nunca, de vontades de chorar até alagar a rua!

Cansaço de olhar para as minhas mãos e entender que elas não foram capazes de construir o que eu mais queria...

Do que não cansei, afinal?
Me pergunto seriamente...
Cansei de tentar ser feliz. Cansei de mim. Cansei da vida e cansei até de escrever sobre tudo isto...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mulher.








Falar de mulher sem preconceito parece ser coisa de homem, aquela conversa de baixo nível mesmo, no balcão do bar descrevendo detalhes curvilíneos e debaixo de nomes xulos.
Mas falar de mulher é coisa normal. Até para as mulheres também!

Me orgulho de ser a que sou.
Respeito inteiramente a menina que já fui mas que ainda enxergo mesmo ao longe dos olhos, deixando à vista descaradamente a mulher madura, cheia de si, entregue às suas fantasias discretas e as não tão secretas.

O espelho me mostra uma mulher graciosa. Não me interessa mais se esta opinião seja somente minha ou de meia dúzia de admiradores. Basta ser minha e ponto final.
É o que tenho para mim hoje: uma mulher de baixa estatura, chegando no degrau de número 50...mas ainda aparentando beeem menos.
E enquanto houver Ávene ou a pura Natura, eu corro contra o tempo nas caminhadas até debaixo de chuva....ah, que delícia caminhar sentindo os pingos molhando cada canto e cada curva deste caminho traçado num dia 29 de agosto!

Não quero me prender falando apenas desta mulher que lhes escreve. Preciso lembrar das mulheres que preenchem a vida e a humanidade: as de profissões nobres, as esnobes, as pobres, as geniosas, as gentis, as mentirosas, as femininas, as masculinas, as mães, as filhas, as avós, as tias, as sogras, as irmãs, as que grudam como ímãs nos seus homens, as solteiras, as casadas, as bem amadas e as virgens de corpo e de alma.
As prostitutas, as atrizes, as cantoras, as diretoras, as professoras, as felizes, as crentes, as católicas, as judias, as muçulmanas, as umbandistas, as espíritas, as atéias e as que creem apenas em Deus.
Falar da mulher que tem prazer em ser mulher...tabu delicioso de ser discutido.
Ouvir a mulher que conta detalhadamente o que sente ao abrir as pernas para o amado ainda que este não lhe pertença por direito, mas que a use de bom tom e adore seu batom.
Ela vai descrevendo minuciosamente cada gemido de prazer que obtem do homem escolhido para abrigar em seu corpo, lhe gerar uma vida ou apenas lhe ofertar uma fonte de vida.






Ser mulher de hoje, de dia e de noite.
Mulher de calcinha de rendas, de camisola velha, de soutien da Victoria ou sem necessidade de algo para segurar seus seios fartos de vida.

Contar as vantagens de ser mulher: apenas é melhor.
Ter o mundo aos seus pés diante de homens jovens ou maduros, apaixonados ou patrões de seus corpos. Donos do seu prazer na imensidão da noite...ela sabe ser um vulcão na hora certa!

É encher os armários de sapatos, bolsas, perfumes, sombras, vestidos e calças. O chinelo de pompom para aquele caminhar cheio de graça pelo quarto na penumbra da comemoração de mais um ano de união.
As meias e cinta-ligas, as algemas da cama, os véus que embalam os sonhos a dois.
Olhar seu rosto que se modifica com o passar dos anos, mas que nunca rejeita a sua essência.

Posso falar também da mulher que prefere o prazer ao lado de outra mulher,por que não?



Ela pode não ser feminina, mas menstrua e até sangra de amor por outra mulher também se fôr preciso!

Lembrando da mulher que se tranca no banheiro em busca da depilação perfeita, da coloração nos cabelos, das unhas moldadas nos salões ou por ela própria.
Daquela que se toca e troca consigo a energia de um gozo solitário, mas completo. Que deixa se arrepiar inteira ao lembrar das cenas mais calientes que viveu. Que amou.
Transpirou felicidade...

A mulher loira, ruiva, morena, alta, magra, gorda, baixa, longelínea, curvilínea...a gostosa de plantão que pega nos seios sem medo, pega na bunda e admira. Pega nas coxas e alisa. Pega nos cabelos e sente seu cheiro e até busca conhecer o seu gosto...

Existem aquelas que nunca puseram um espelho entre as pernas para se conhecerem...cresceram acreditando que não é certo ou é dispensável este gesto. Loucas! Esta atitude muda por inteiro o conceito do corpo que lhes direciona a vida!
É para descobrir cada ponto que lhes excite mais, pois o prazer é de graça e para todas!

A mulher que dá a luz, a estéril por natureza ou aquela que opta por rejeitar a função de mãe.
Enfim, aquela que dorme ao lado dos filhos, do seu homem ou dos seus bichos.
Aquela que vai e volta na maternidade até duas vezes no mesmo ano! Dor de parto é coisa para se esquecer do lado esquerdo do peito.
E esquecemos mesmo!
Somos mulheres de beijos, de abraços, de afagos e de tapas. Sugamos e lambuzamos, nem sempre a escolha é nossa.


Podemos ser o tudo e o nada na vida dos que nos cercam.
Somos poderosas, leoas, donas da sedução ou da frsutração, depende do homem...

Somos musas inspiradoras, somos temidas, somos objetos de desejo ou de desprezo...
Somos a que alimenta mas podemos ser a que mata de fome e de sede...
Podemos enriquecer e empobrecer. Depende do homem.
Podemos criar saúde e podemos enlouquecer. Depende do que nos faz o homem.

Somos mulheres. Somente mulheres geram vida.
Portanto, seja voce a vida de uma mulher e seja capaz de morrer de felicidade.





quarta-feira, 27 de março de 2013

Dança que Ilumina os Caminhos. Dança com Taças.





 
 
 
DANÇA COM TAÇAS
 
 
 
Uma das modalidade da Dança do Ventre que acho linda!
A Dança das Taças seria uma variação da Dança com o Candelabro, muito usada em casamentos, aniversários e batizados, tendo o significado de iluminar os caminhos que se abrem para o homenageado em questão.

Não se sabe bem ao certo qual sua origem, mas não é folclórica! Possivelmente seja norte americana com um toque bem moderno.

Para a coreografia, usa-se duas taças de vidro branco, transparente com uma vela acesa em cada e deve ser da cor que a bailarina desejar. Não há necessidade de combinar com o traje, mas se combinar, resulta em uma performance mais delicada como sugere seu significado.

Não exige um ritmo específico, mas pede um som mais lento e clássico para que deixe os movimentos das mãos bem suaves, conduzindo as taças com delicadeza até para que evite de apagar as velas. É ideal para principiantes e exige um cuidado extremo para não criar um clima monótono no espetáculo.

As taças podem ficar nas mãos da bailarina até o fim da coreografia, como também podem ser deixadas aos pés dos noivos como uma oferta de luz para a nova vida do casal.
Em aniversários e batizados podem também, serem entregues como um presente pela festa.
Ou podem simplesmente ficarem com a bailarina que tornará a usá-las em outra ocasião, de preferência com outras velas.

Durante a apresentação, a bailarina também poderá deixar as taças no chão e prosseguir com sua coreografia, mas fica mais elegante terminar dançando próximo das taças. Se possível num passo no chão junto das taças, para que não dê a impressão de que ficaram abandonadas e esquecidas.

Por ser uma dança mais lenta e delicada, pode-se realizar movimentos de chão desde o começo, bem como abusar de movimentos de oitos, ondulações, redondos, cambrees e deslocamentos sempre com total equilíbrio. O que só se consegue com treinamento, treinamento e muiiiiiiito treinamento!
É importante sempre fixar bem as velas nas taças para que evitem acidentes.
Lembrando que, em teatros é proibida a apresentação com fogo...podemos apelar para as lamparinas de vela artificial,mas são fracas e não dão o efeito mágico das velas. Mas não deixa de serem uma ótima opção quando se deseja muito a apresentação das taças.

Há também a dança com uma única vela. A bailarina equilibra seu candelabro/lamparina sobre a cabeça.

É uma dança que pode explorar muito a sensualidade da bailarina. O efeito da luz do fogo sobre seu corpo em um ambiente com pouca iluminação, sugere um clima de mistério, de sedução, rincipalmente quando se abusa da força do olhar esbanjando feminilidade ao dançar!

O traje é o clássico mesmo, mas pode se usar um vestido também. Desde que não seja de cor clara para que haja contraste com o brilho do fogo.

E para completar, o uso de velas perfumadas também é bem vindo! O perfume que sai da cera queimando não irá brigar com o cheiro dos incensos usados no ambiente, pois só se sentirá o aroma das velas quando a bailarina se aproxima das pessoas. No caso de palco, levantará um leve e suave cheiro diferente que será muito bem vindo.

Cuidado com os cabelos é fundamental...assim como o cuidado constante durante a coreografia com as cortinas e até mesmo com a platéia! Fixar bem a vela é um sinal de profissionalismo sem igual! Nada pior do que a vela cair da taça durante um giro ou um descuido com as mãos.










terça-feira, 26 de março de 2013

Dança que Encanta, a Dança do Ventre!



                                                 





Gosta de dançar?

Eu amo!!!!


E convido a entrar no mundo fantástico dos movimentos sinuosos que encantam homens e mulheres. O mundo da Dança do Ventre!
A Belly Dance ou Dança del Leste, são alguns dos nomes mais conhecidos.

Pergunta muito comum que se ouve:

- é somente para mulheres?



 
 


Não. Mas tradicionalmente ela tem a origem no universo feminino, onde as sacerdotizas utilizavam os movimentos com a intenção de se ligarem ao mundo espiritual e através de seu corpo trabalharem o ambiente, limpando-o energéticamente para propiciarem fertilidade, prosperidade, proteção e rituais de homenagens e agradecimentos às deusas.

Havia a função de trabalhar o ventre, instrumento do nascimento. Como este (ventre) faz parte do corpo feminino e o próprio nome já diz: "dança do ventre", concluiu-se que a dança pertence muito mais ao lado feminino do que ao masculino.

Os homens também são privilegiados na dança, mas em outras modalidades folclóricas livres de movimentos sinuosos cadencialmente sensuais e típicos femininos.

No mundo atual, as pessoas precisam ter a mente mais aberta e livre de preconceitos, aceitando quando um homem se destina a fazer a dança do ventre, pois ele na verdade, ultrapassa muitos obstáculos físicos para que possa executar os movimentos da dança. Isto por si somente, já seria o suficiente para merecer grande respeito!
Os movimentos da dança são próprios do corpo feminino, por isto para o homem seja muito mais difícil. Ao encontrar um bailarino de dança do ventre, respeite-o, pois trata-se de um homem que carrega dentro de si uma alma feminina com grande potencial!
Não é o caso de homens simplesmente afeminados. Não é uma união da homossexualidade com o homem que busca uma forma de trabalhar o lado artístico. Não. É muito mais que isso!
E um homem com alma feminina é totalmente diferente do garanhão que não se cansa de ter 4, 10 ou 50 mulheres por puro ego desequilibrado. São situações diferentes que precisamos colocar em destaque.

A dança do ventre tem várias modalidades:

- Véus
- Taças
- Bengala (ou Bastão)
- Jarro
- Flores
- Castiçal
- Espada
- Punhal
- Snujs
- Pandeiro
- Meleah Laff
- Saidi
- Hagallah
- Khaligi


Vou começar pela primeira modalidade que se aprende no início do curso, que se trata do véu.




 
 

Usa-se um corte de tecido que pode ser organza, crepe Georgete, voil delicado ou seda com a medida de 1,40 X 2,50 dependendo da estatura da aluna. Pode ser bordado ou não, nas pontas e liso ou estampado.
Se bordado, ganhará peso, o que facilitará sua movimentação, trazendo leveza ao cair das mãosou deslizar no ar.

A dança dos véus é de origem norte americana e muito fácil de ser compreendida. Desenvolve a graciosidade das mãos e braços e facilita muito a comunicação corporal durante a evolução da coreografia.
O véu, oculta a bailarina, portanto, envolve-a em um clima de mistério sobre sua performance. Por instantes, a bailarina empresta seu lugar ao véu, fazendo com que o público se perca entre os desenhos feitos no ar pelo véu e ao mesmo tempo, voltando a atenção para si quando retoma em suas mãos o tecido com a firmeza de já ter em mente outro passo elaborado na sequencia da coreografia.

As egípcias usam pouco o véu e abusam das manifestações de quadril dominando tremidos e deslocamentos simplificados adaptados do ballet clássico, com movimentos de braços e mãos sempre simplificados.
As libanesas usam-os com movimentos simples e com shimmies mais amplos e informais, seguidos de deslocamentos muito simplificados.

A dança dos Sete Véus tem sua origem com as sacerdotizas egípcias como uma homenagem à deusa isis.
Sua preparação consiste em que a bailarina envolva-se com os sete véus, na seguinte ordem de cores:
 
vermelho, laranja, verde, azul, lilás, branco.
 
A veste por baixo dos véus é de cor clara.
Os sete véus podem representar os sete chacras hindus (básico, esplênico, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário).
Ao longo da execução da “Dança dos Sete Véus”, retiram-se sucessivamente, com graça e mistério, os sete véus, cujas cores se relacionam ao arco-íris.
A retirada de cada véu, plena de fascínio, sugere a revelação gradual da Luz.

Cada cor tem seu especificação, sendo a seguir:




Véu Vermelho: Entra-se com o véu vermelho (medindo 3 metros), movimentos fortes de véu e quadris, como batidas e shimies.

Véu Laranja: O véu preso no quadril. Movimentos de shimies, oitos, redondos; o véu acompanha com movimentos do quadril.

Véu Amarelo: O véu cobrindo a barriga. Movimentos de ondulações, oitos laterais, oitos com ondulações, redondo interno e redondo grande.

Véu Verde: O véu no busto ou em um dos braços. Movimentos de busto e braços.

Véu Azul: O véu no pescoço ou no outro braço preso a um bracelete. Véus verde e azul juntos com movimentos de cabeça.
Véu Lilás: O véu cobre o rosto (chador). Expressão de olhos e cabeça. Tira-se o chador.

Véu Branco ou Prateado (união de todas as cores): O véu branco na cabeça (como véu dos beduínos). Retira-se o véu, utilizando-o com movimentos de giros e de casulo.

A dança é realizada com uma música com duração de aproximadamente 7 minutos, sendo 1 minuto para cada véu, desde que possibilite muitas variações de movimentos.

O porque do número 7 vem da origem egípcia da numerologia...

É citada na bíblia, na passagem de Salomé que dança para o rei Herodes.




 
 
 

Eis aqui uma questão pouco conhecida e mal porcamente divulgada por ser conveniente às ditas "religiões" que preferem manter a idéia de que dança é coisa da mulher vulgar...
Há de se abrir um parênteses e explicar a história real da bíblia:

Herodes desejava Herodias, que era mulher de seu irmão Filipe. Foi advertido por João Batista de que não deveria possui-lá, causando grande raiva em Herodes que resolve manter João Batista em cárcere. Embora sua maior vontade fosse a de matá-lo, mas temia a reação do povo pois Joao era visto como profeta.

No dia de seu aniversário, durante uma festa, Salomé que era filha de Herodias, dançou para o rei deixando-o totalmente encantado...ao ponto de lhe prometer que daria qualquer coisa que pedisse e ela, instruída por sua mãe, pediu a cabeça de João Batista em uma bandeja.
Mas é importante ressaltar que Herodes já tinha a intenção de matar João Batista antes mesmo da dança! Salomé foi apenas um pretexto, para não dizer que foi usada como argumento para um assassinato por interesses próprios.

Esta é apenas mais uma entre tantas e milhares de deturpações que a Dança do Ventre enfrenta.
Muitas mulheres por receio de serem mal vistas, não aderem à dança.
Verdade seja dita, que é realmente usada com fins menos nobres...mas como toda regra, possui sua exceção!

A dança do Ventre atribui imensas vantagens para a mulher que a pratica:

- elevação da auto estima e confiança em si mesma
- correção da postura (ou melhora desta)
- fortalece e enrijece o ventre
- arredonda e endurece quasril e glúteos
- tonifica e fortalece músculos das pernas
- auxilia na perda de calorias (1 hora de dança elimina em torno de 300 calorias!!!)
- relaxa
- desenibe
- ativa a circulação sanguínea
- melhora o funcionamento do aparelho digestivo e reprodutor
- desperta a sensualidade
- desenvolve o interesse em cuidar mais e melhor do próprio corpo
- favorece a agilidade mental e concentração
- estimula a criatividade
- promove na mulher a aceitação de si mesma como ser encantador, diferenciado e belo
- etc etc etc.....................

Vale a pena dançar!
Dance para o marido, o companheiro. Dance numa festa ou em um ambiente fechado. Dance para os amigos, para o cachorro se for o único espectador em mãos, mas dance com vigor!
E principalmente, dance para você!
Para seu bem estar!
Para sua satisfação, para sua evolução como mulher!
A dança tem o dom de enfeitar a mulher, de trazer à tona um lado feminino muito forte, muito confiante de seu papel como mulher perante ela mesma.
A dança abre horizontes de projetos antes nunca pensados por falta de perspectivas talvez ou por aceitações de limites impostos por terceiros.
Como não amar a dança se ela nos faz melhores? Nos salva da rotina! Nos remete ao passado sem alimentar frustrações e decepções, enxergando mais amplamente que o que o futuro promete passa a ser muito mais importante!

Dance e seja feliz!

Muito feliz!







segunda-feira, 25 de março de 2013

Definindo Saudade.















Em toda minha vida nunca consegui definir direito o que seja saudade...é uma falta, uma inquietude pela ausência de alguém ou de algo, uma mistura de sensações desagradáveis que remetem a uma lembrança...

Saudades que sentimos desde quando ainda temos o tal afeto conosco, mas que já por querer tanto bem, nos antecipamos no sofrimento da perda de um dia, quem sabe, virá...não se sabe quando e nem como, mas isto não é o mais importante. Já é fato que um dia teremos este vazio por dentro ao relembrar através de uma música, de um sonho, de um perfume, de uma situação, de um encontro, até da vaga idéia que nos faça viajar para o passado...

E ai nem sabemos mais se ainda gostamos, se ainda sentimos algo, pois a saudade é maior. Tão forte que deixa os olhos úmidos num tempo nublado ao nosso redor...

Se pudéssemos, mudaríamos tudo. Traríamos do ontem as pessoas que se foram por livre e espontânea vontade e aqueles que a vida se encarregou de levar por simples questão de prazo encerrado, cumprimento de deveres por aqui...e nós, que ficamos...vamos vendo a saudade tomar conta. Dominar os dias e as noites.Os segundos.

Saudade de abraços, de sorrisos, do olhar...que saudade!

Tudo dói nessas horas. É incrível como tudo faz falta!Como tudo traz de volta ao presente! A dor é tanta, que dá até incertezas...tira o chão do lugar e  mostra um abismo imenso entre nós e o céu...
Faz a vida ter um gosto amargo de café esquecido na garrafa...
Ou será que nos demos conta de que somos os esquecidos em algum canto do universo e não sabemos ainda?
Será que é a hora em que cai a ficha do "não verei mais"?Por mais que a gente lute para não sofrer, parece que o sofrimento se fez de tatuagem.
Virou parte integrante do corpo e até dos ambientes que vivemos.

Saudade não deveria rimar com nada.

Não deveria fazer graça para nada.

Não deveria restar para nada.

Nem prestar para nada.

Mas ela marca...ela fere sem cura...rasga o véu do bom senso com que tocamos o ar que respiramos...sim. Pedimos pela morte nestas horas em que ela é mais forte do que nós.
Talvez seja considerada a dor maior que conhecemos sóbrios e permitirmos que nos afaste da realidade em overdoses de tristeza.

Dizem que ela seja irmã do amor.
De certo que sejam parentes. Mas talvez uma relação de incesto. Por ser incerta, descortez e má.
Ou não.

Como eu vou conseguir definir o que me definha dia a dia de tanta dor?

quinta-feira, 14 de março de 2013

A SENTENÇA DO MACHISMO.

Coloquei todo o título em letras maiúsculas, tal a importância do tema.

De antemão, já aviso: se tens algo a favor do machismo, recomendo que encerre a leitura da sua curiosidade e retome seus afazeres.




Se chegou até aqui, já sabe que encontrarás um texto com uma opinião, uma posição, uma visão e uma conclusão sobre um assunto que tomou o tempo da semana no papel do julgamento de um réu não confesso. Tempo de justiça para duas mulheres que não estão mais aqui entre nós, para poderem usufruir de quaisquer comemoração pelo seu dia...


Mizael Bispo de Souza, acusado de matar sua ex namorada, a qual se impôs o direito de encerrar um relacionamento que não lhe satisfazia mais.
O devido direito, lhe rendeu uma grave punição pelo que chamamos de Machismo.

O tema por si só já é duramente doloroso!
Milhares de mulheres sofrem dias intermináveis nas mãos de seus "senhores", homens que se acham no direito de mandar e desmandar ou comandar e controlar suas vidas pelo simples fato de terem uma relação ou uma ligação em comum.
De onde eles tiram esta idéia de que possuem o poder, eu não imagino. Mas credito muito que parte da culpa venha da própria criação deles.O berço que lhes embalou, já era por si só, coberto de machismo à revelia! Explicando melhor, sem querer justificar, as mães de antigas gerações desta família já foram criadas na base do machismo. O que elas tem como base para suas crias, é apenas orientação machista.
Ou é macho ou é macho.
Não tem segunda opção. Não tem meta alternativa. Não tem plano B. E como macho que tem de ser, precisa mandar, precisa comandar, precisa ser mais forte, precisa ser poderoso, precisa saber se valer da palavra, precisa ter voz nem que seja na base da mão fechada...

Eu costumo dizer que o machismo quando se revela, não faz questão de diferenciar religião, consumismo em geral, aceitação política, convivência familiar, etc...
Eu explico:
O machismo quando resolve atacar é porque encontrou campo fértil.

ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.....

Verdade da mais legítima existente!

A mulher quando acoberta atitudes machistas sobre ela, é porque dentro dela já há uma ponta de um iceberg machista a cutucando...
Ela tem a chance de negar esta influência.Mas muitas vezes, é sabedora das consequêncais que sofrerá...e geralmente, prefere se calar. Seja por medo de mais agressões, ou por medo de perder seus filhos, ou por medo de acusações de terceiro (familiares ou não), seja por medo de perder emprego, seja por medo de perder regalias. Neste caso o medo impera e dificulta muito. É quando o comodismo fala mais alto e cala qualquer palavra contrária.

Quando ela decide que dá para encarar e dizer NÃO ao machismo, é porque tem bases fortes por trás dela que a amparem. Sendo assim, ela segue em frente tranquila com sua consciência e seu parecer do que seja a sociedade onde vive. É quando algum círculo familiar ou de amizades, se compraz e estende as mãos para ajudar. Sozinha, ela sabe:não irá muito longe.


Este machismo quando ele vem da política do seu meio social, é o objeto a tirar-lhe muitas forças, mas como ela vê que tudo é parte do meio, pode vir a se sujeitar por não ter outra solução visível. É o caso,sem querer fazer trocadilhos, do descaso no mercado de trabalho ou no campo da saúde, onde ela busca ajuda e não existem recursos que seriam seus por direito...mas essa é questão mais complexa, que "foge" fácil do controle da população. A ausência de uma boa base médica, enfraquece e mata aos poucos as mulheres em sua maioria, pobres sem recursos financeiros para 'bancar" um plano de saúde ou um médico particular.

Mas quando ela é vítima do machismo religioso...ah, a coisa empretece!
Nem comento as palavras do atual Papa sobre o devido lugar da mulher. Quem esperava que ele fosse a favor da mulher em qualquer circunstância que fosse, me desculpe, mas você está pousado em outro planeta!
Aigreja católica, compreenda: nunca será favorável à posição de destaque às mulheres por uma simples questão de tradição!
Não entende o que é tradição? Então não perca tempo criticando Sr Francisco e vá fazer crochê,que é melhor!


Vejo mulheres sendo vítimas de líderes religiosos que se dizem superiores, doutores e...melhores!!!  

E eu pergunto: melhores em que?

Algum homem poderia descer do pedestal e me explicar por que o homem necessita tanto deste poderio ultrapassado, injusto, covarde mesmo?
Um poderio que lhe dá a capacidade de se auto afirmar diante de um ser cujo ventre, se não existisse, não lhe traria ao mundo?

Onde, um ser que usa seus dotes além de sua pouca e indecente inteligência para seduzir uma mulher somente pelo prazer de saciar sua auto estima, pode ser considerado um Homem? Onde?????????
Este nunca foi homem e nunca será.
Se reduzirá sempre em apenas mais um ser dito humano, portador de um pênis e alojado dentro de uma sociedade animal.

Eu coloco aqui, uma questão que compõe um farto roteiro de sofrimentos, de humilhações, de dores sem fim e de uma cura que se não é impossível, é extremamente complicada!
Eu falo de de uma questão que se aloja nas salas de aulas, nos bastidores da vida, nos consultórios médicos, nos corredores dos hospitais, nos meios de transportes coletivos, mas sempre em... silêncio.

Silêncio por vergonha!

Silêncio para evitar o julgamento e o pré-conceito dos demais, sejam outros homens e até de outras mulheres também, acostumadas que estão com os processos machistas do dia a dia.

Silêncio pela vergonha de serem expostas e de se exporem sem necessidade para uma classe que no fim é desumana. É covarde acima de tudo!

Os vendilhões do templo, açoitados por Jesus, ainda circulam livres e soltos no dia de hoje!
E quem são estes?
São os machistas que acham que mulher, é uma coisinha frágil que eles podem usar e descartar quando quiserem, afinal, se não lhes servem mais...que venha uma outra.
E depois outra.
E outra.
E assim seguem a vida achando que está tudo ok. Nos conformes de uma lei "divina". Nos conformes de uma lei social que só serve para eles. Para o prazer insano deles, Para o ego infantil e doentio de cada um deles.

Não me refiro ao machista que mata com um tiro, uma facada, um atropelamento fatal, uma asfixia ou por outro método qualquer.
Me refiro ao machista que mata com palavras...com lábia sedutora...com artimanhas ganhas junto com um certificado...
Estes poderosos criminosos, que pensam que agindo na penumbra, nunca serão punidos! Muito pelo contrário, eles se julgam inocentes, tal qual Mizael!
Para eles é fácil acreditarem que agem em conformidade com a mulher que usaram, que tiveram a sua permissão para lhes assassinar.
Eles acreditam tanto nisto que saem de uma vítima e voam em direção à outra num piscar de olhos!
Mas se esquecem que no seu caminho, ficou todo um rastro de sangue...mesmo que invisível.
É o sangue que jorra junto com as lágrimas, junto com a dor do abandono, do desprezo, da humilhação...porque a dor humilha. A dor diminui a capacidade de viver. A dor enfraquece o corpo e alma.
Mas eles não se importam com o quanto doa na mulher a violência de uma atitude irresponsável, que muitas vezes se traduz num tapa, num soco, numa palavra áspera ou um simples beijo de Judas...

Nunca serão presos, mas serão eternamente culpados por cada piscar de olhos de dor da mulher que atingiram...isto, força nenhuma será suficiente para sanar.
Todo o poder dado aquele machista, não será 0,00000000000000000000000000000000000001% capaz de aniquilar o prejuízo moral e psíquico de um...como dizer? Um coração despedaçado? Ou um peito que jorra todo o sangue das veias pela rua? Não existem palavras que possam definir este sofrimento. Não existem!

Eu ainda creio que injustiça nenhuma fique impune. Espero morrer com esta certeza que hoje me alimenta.
Um dia a vida volta para cobrar.
E ela cobra caro, héin.

No caso do goleiro Bruno e do ex policial Mizael, a punição lhes reservou alguns anos de reclusão, cuja lei muito em breve aliviará a dor deles com uma liberdade mesmo que vigiada ou limitada.
Mas na testa de cada um ficará gravada à ferro a marca "ASSASSINO".

Para você homem, que acredita que se não fosse a lei Maria da Penha, bem que algumas mulheres deveriam mesmo levar umas boas porradas, é bom lembrar que a porrada que vai, retorna em porrada dobrada...para os teus ombros! Para tua vida! Para o teu caminho!
Para o teu destino!


Encerro este texto deixando aqui uma singela homenagem para algumas entre tantas que partiram deste mundo pelas mãos de seus algozes:


Eliza Samúdio  (antes de mais nada, era apenas um ser humano)
Mércia Nakashima.
Eloá Cristina Pimentel.
Sandra Gomide.
Dorothy Stang.
Liana Friedenbach.
Daniela Perez.
Isabela Nardoni.
Eliane Aparecida de Gramonnt.
....entre tantas e tantas outras...



quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O que não vai pelo amor, vai pela dor. Hipocrisias da vida.
















"O que não vai pelo amor, vai pela dor."
A frase já foi dogmática, hoje é apenas hipócrita no meu conceito revisto por dores de aprendizados no meu ver, desnecessários.
Sim, a vida me fez compreender que passamos por coisas que não são do nosso destino. São aquelas coisinhas empurradas por pessoas más, do mais baixo nível que se aproximam e ficamou tentam ficar.


Este não vai ser um texto baseado na rima, porque a vida que eu tenho hoje para "letrar" não é nada bonita. Não tem nada de poesia e para ser mais direta, nem deveria fazer parte dos meus dias.
Deveria fazer parte do caminho de finalização de algumas pessoas. Não, não estou desejando a morte física para eles. Eles vão encontrá-la no caminho por si próprios, pois há uma lei que faz parte do universo e dela nenhum ser humano pode escapar! Por mais que tente, pense ou queira ardentemente.

Minha consciência dos acontecimentos me faz enxergar além. Não é altruísmo e nem revolta sem causa.


Perdi a fé. Simples e puramente É verdade!
Talvez devesse explicar melhor, que esta fé neste mundo, intimamente, nunca existiu. Era apenas pano de fundo para as linhas de livros falsos, de escritores falsos, com promessas falsas, com explicações falsas, com discernimentos falsos, com conclusões falsas, com elaborações falsas para falsos conformismos e falsas desculpas de que a vida tem explicação para tudo.
Pois não tem.
Não tem porque quem se encarrega dessas explicações são elementos exatamente iguais a todos nós. Simples assim.
Não possuem poder, porque o ser humano não tem poderes nenhum!
É podre!
E é de carne que apodrece mais ainda!
É de alma que vem para este mundo em busca de melhorias, de evoluções, de aprendizados e enquanto houver esta necessidadede aprender, de evoluir e tal, este ser humano ainda se coloca no mesmo patamar do "nada sou", igual a todos!

E insistem em se fazerem acreditar que podem.
Que podem conduzir.
Que podem ensinar.
Que podem instruir, mostrando caminhos.
Que podem pregar em nome de Deus, de um Deus que eles não fazem a menor consciência do que seja! A menor!!!!

Se intitulam líderes!
Se denominam capazes!
Se posicionam melhores do que aqueles que sentam para lhes ouvirem!
Mas se limitam a falar abertamente apenas da boca para fora.
Por dentro, não há nada além de frases decoradas e simplesmente expulsas para uma pequena ou grande multidão de "seguidores" nas figuras de uma gente sofrida, amarga, cheias de dores físicas e morais.
Gente em busca de algo que lhes conforte um pingo de lágrima, um ombro aquebrantado pela vida ou pela irresponsabilidade de terceiros.
Gente que vive uma tortura desta ou de outra vida, mas com certeza, onde o perdão não se fez e nunca se fará presente por simples exemplos mal dados...há muito que se pensar sobre isto!
Há muito que se denunciar sobre estes malfeitores! Desconhecem o que seja piedade. Desconhecem até o que seja vergonha.

E no entanto, estão espalhados pelo mundo. Soltos. À mercê de quem lhes der ouvidos. Seja pagando ou não por seus conselhos, suas recomendações, suas orientações, suas ameaças, suas palavrinhas bonitas e nem entoadas, enfim...em vários tetos.

Jesus nos deixou uma máxima de que "a casa de meu Pai tem muitas moradas".
Tá aí: se utilizam dela como donos. Dando a interpretação que lhes convém, como lhes convém e quando lhes convém.
Mas que ninguém se atreva a apontar um dedo acusador em suas direções...aí, não.
Aí, não,  que a coisa fica muito feia...tão feia que são capazes de se zangarem!!! É!
E uma vez zangados, se tornam perigosos inimigos...........................já lhes ameaçaram com o livro dito sagrado, se esqueceu?
Em nome de Deus lhes impuseram um castigo! Olha, quanta arrogância!!!!

E me diga a verdade, que para mim ela não quer calar: um suposto líder religioso, pode usar desta qualidade para com "suas ovelhas"?

Em nome de Deus??????????????????????
Ha, não me faça rir, por favor!!!!!!!!!!!

Olha, pegue suas verdades, aquelas que você sabe usar quando acha que precisa "doutrinar" algo ou alguém e enfia no meio de vosso cú!
Use a sua hipocrisia para ganhar, mas que seja um ganho em prol de sua evolução, porque capacidade para fazer alguém evoluir através de você, meu caro...você está anos luz de saber o que seja!

Não vista uniformes e nem saia por aí indicando livros e rituais que possam ajudar alguém, porque ajudar...é uma palavra muito forte para que sua boca suporte. Sua alma, então.........nem digo nada...vai que eu tenha razão e como ficaremos?

É por tudo isto e por sua causa, principalmente, que hoje eu não quero mais religião. Eu quero é o respeito a um Deus que criou este universo e mais nada.

Seguir um ser humano é perda de tempo.

Cara, entenda que aqui, neste mundo que vocês adoram chamar de "mundo de expiação", somos todos lixos do mesmo saco que o lixeiro vai levar na quarta feira!
Vamos todos virar cinzas do mesmo jeitinho................vamos virar adubo e alimento de insetos. Vamos ser roídos com a mesma velocidade por estes amiguinhos da terra. Sabe por que?
Porque o ciclo é este mesmo. O de vai e vem. É o ecosistema da vida.

Me admira muito a sua inominável vontade de sair julgando os outros condutores de rebanhos, sabe? Onde eles são piores? Não entendo estas analogias de comparações, mas se o detalhe fôr aquilo que chamam de dízimo, eu diria para você que campanhas em nome de Natal das famílias, ou contribuições espontâneas para determinadas obras ou ainda, incentivos para dar continuidade aos serviços da "casa", são tão deploráveis quanto os pedidos descarados de ofertas, sabia? Ou nunca se deu conta de que muitas pessoas tiram de um benefício da própria casa para "ajudar" financeiramente nestes tetos religiosos? Elas não esquecem que a caridade deve partir de casa, são apenas muito bem manipuladas!

E quando Jesus mencionou os vendilhões do templo, será que ele não expandia esta passagem para alertar também sobre as vendas que são feitas dentro de onde se prega uma religião, seja ela qual fôr? E seja a venda, qual fôr?

Olha, eu sei que minhas letras são pequenas demais para chegarem a surtir algum efeito sobre 0,000001% da população, mas eu sei que em algum momento, mesmo que eu não seja lida, eu serei energeticamente enviada aos pensamentos destes canalhas da fé. Eu tenho certeza disto e nem por arrogância, como você e outros 500 podem achar, mas sim, porque o Deus que eu confio....ah, este Deus, cara! Ele pode muito! Ele pode até te fuder a cabeça e te deixar sem chão por merecimento!

Aliás, já ia me esquecendo de falar sobre isto: o merecimento!

Isto (o merecimento) significa colheita....................................................

Não sai dizendo que planta pimenta e vai colher algodão, porque não vai. O máximo que irás conseguir é a pimenta arder no seu próprio olho, sabia? E nestas horas, eu morro de rir da sua ignorância!!!!!!!!!!!!!!!!

Fale mal do Papa. Fale mal do Pastor. Fale mal do ateu. Fale mal até do gay, porque dom da palavra não fornece lugar no "céu". Apontar o dedo não te faz melhor.
E fale mal, mas muito e muito mal de você próprio. Da sua pobreza de espírito em julgar menos os que são mais que você.


Apontar o dedo é fácil, né? Mas se olha no espelho antes...
Seduzir por seduzir é ato falho de uma corja totalmente imprestável. Insegura. Imatura. Infértil. Deficientérrima de instintos bons que só conhece o usar e desfrutar do próximo como um objeto pronto a ser descartado após o prazo de validade da sua moral.

Isto não é um texto de amargura ou de revolta. É a realidade que custei para enxergar. Custei muito para aceitar que fosse verdade. Mas é.
Pode ter sinal de raiva.
Mas mesmo assim, ainda é uma raiva em justa causa. Eu estava em um caminho e fui dsviada deste por uma causa injusta, pelas mãos de uma pessoa sem escrúpulos.
Que fique com meu lugar. Que faça bom proveito e que se deleite enquanto houver tempo. É o que eu disse acima: aguarde a tal colheita....ela virá.

E faça um favor?
Pegue os livros doutrinários que estão empoeirados na sua casa e limpa o rabo com eles. Mas esfrega bem!
Porque você estará esfregando na verdade, apenas o seu cérebro.

Amém?
Então, assim seja.