segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bastet e Chacal.





 
 
 
 
 
Na Mitologia egípcia do Antigo Egito, os cães também eram mumificados para representação de Deuses. Neith, esposa de Rá, é a deusa da caça que abre os caminhos, que tem por animal sagrado o cão.
As diferenças entre as raças de cães já eram aparentes na Antigüidade.



Considerado o fiel amigo e companheiro do homem desde tempos muito longínquos, o cão tem uma simbologia que está presente em quase todas as culturas antigas do mundo, muitas vezes acompanhando ou simbolizando as deusas. Associado à passagem entre a vida e a morte, guia das almas dos homens no seu percurso até ao paraíso ou guardião das portas do inferno, o cão é um símbolo do oculto e das artes adivinhatórias.

REPRESENTADO POR UM CHACAL ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era o embalsamador divino e um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis, cidade do Alto Egito e recebia títulos exóticos como, por exemplo, morador na câmara de embalsamamento, governador da sala do deus ou senhor das colinas do oeste.

O  Chacal, animal que tem o hábito de desenterrar ossos, de forma paradoxal representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guardiã fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento.


*podemos assim analisar que a convivência com um cão poderá ser de grande peso no "julgamento" de suas ações em vida. Este seria o significado do Chacal para hoje em dia. A forma como você trata o animal, determina seus merecimentos nesta e após a vida.



 

Colherás o que plantou quando esteve na oportunidade de conviver com cães (no caso)
em vida, cumpre-lhe ser o guia dos seres humanos no mundo dos mortos. Acreditava-se que pelo facto de serem dotados de um apurado faro, era possível aos cães determinarem a pureza das almas e assim admiti-las ou não na presença dos deuses. Esta é a função mais antiga do cão na simbologia das culturas do mundo. Estava presente como deus Anúbis entre os Egípcios, que perfumavam as suas múmias para serem bem recebidas ou guiando as almas na passagem para o mundo das trevas. Era o cão de três cabeças Cérbero da mítica Grécia que guardava a porta dos infernos e impedia a saída dos mortos, ou Garm, o cão mítico dos Germanos, que guardava a entrada no país gelado da morte. A representação do cão na iconografia egípcia, para além do já citado deus Anúbis, é muito constante como guarda das portas dos locais sagrados e como protetor dos homens contra os seus inimigos. Na Grécia antiga, a deusa das trevas, Hécate, podia tomar a forma de um cão ou de uma égua, enquanto que o deus da medicina, Asclépio, tinha no cão um dos seus atributos e representações pelas suas virtudes medicinais.
O Cão é uma das constelações do antigo zodíaco mexicano associada à ideia de morte e mundo das trevas. Os Mexicanos criavam cães da cor do sol, ou seja, amarelos, para acompanharem os corpos dos defuntos, enterrando-os com estes ou sacrificando-os em cima do túmulo do respetivo dono, numa representação do deus-cão Xolotl, que na mitologia tinha acompanhado o deus Sol na sua viagem à volta da Terra. Os índios da Guatemala ainda mantêm o costume de representarem figuras de cães nos quatro cantos das sepulturas dos seus mortos. Os Yuncas do Peru comiam carne de cão, porque assim se nutria o seu deus, segundo a tradição.
Na Sibéria, um costume antigo fazia com que os cães fossem sepultados com os seus donos e um outro fazia sacrificar os cavalos dos guerreiros mortos e distribuir a sua carne pelos cães e aves que guiariam o defunto na sua viagem para o mundo das trevas. Os Parsis indianos têm por costume levar um cão para junto dos moribundos, para que estes olhem o cão nos olhos antes de morrer, enquanto que as mulheres que morrem de parto com os filhos são enterradas com dois cães para garantir a proteção das duas almas.

A faceta adivinhatória na simbologia dos cães, como aquele animal que assegura a comunicação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos e dos deuses, é muito constante em algumas partes do Mundo, sendo o animal preferido de muitos feiticeiros e feiticeiras. Em África, onde se acredita que sonhar com cães é muitas vezes sinónimo de que alguma feitiçaria está a ser feita à pessoa que sonha, os adivinhos bantos hipnotizam os que os consultam sobre o futuro, descendo-os a um poço na companhia de um cão. Na Sibéria, nos banquetes dos funerais, são os cães que comem a parte da comida que seria destinada ao morto, como se estes fossem parte da sua alma.
Os cães, assim como os lobos, estão na origem mitológica de muitas dinastias da Turquia e da Mongólia na sua forma de deuses ou animais que se misturam com os seres humanos. Entre os celtas, o cão era associado aos guerreiros e os heróis eram comparados à coragem, força e lealdade dos cães.

(Fonte: Infopedia.pt)


Anubis, o cabeça de cão deus da morte, tinha uma óbvia conexão com a Estrela do Cão, e Toth-Hermes, o grande mestre da humanidade, foi também esotericamente relacionado com a estrela.

Em nossas casas, também podemos associar a energia do lugar como "positiva" ou "negativa" pela insistência na permanência do cão.
Quando boa, ele permanece, do contrário, se retira e se recusa a ficar.
Desempenha a função de captor da energia ruim, expulsando-a de perto de seu dono.
É mais fiel do que o gato, este, "interesseiro" por natureza, é mais livre e dono de si. O cão, necessita mais da companhia do homem, função que lhe foi atribuída pelo Universo como o amigo de todas as horas e não apenas daquela em que se divide alimentos.
O cão é capaz de passar fome ao lado de seu dono, caso este não consiga ter forças para ir em busca de alimentos. O gato, no entanto, "abandona" seu dono e parte egoisticamente atrás de sua satisfação alimentar associando ao prazer da procriação.

Os cães não gostam de locais radiestésicos; isto é, que possuam energias incompatíveis ao ser humano. Daí dizemos que onde o cão escolhe para dormir podemos também dormir com tranquilidade

Todos os animais tem a característica da transmutação de energias, cada um de sua maneira ou pelos meios que lhe foram dados pela natureza.
Um rato, por exemplo, ao entrar em nossa residência, vem com o aviso da ruptura, da doença, do prejuízo mostrado pelo abandono ou pela sujeira do ambiente. É certo, que se aproveita dos nossos descuidos, mas geralmente é um sinal de que algo esteja errado dentro da propriedade.

Animais são espíritos e como tal, possuem a capacidade de lidar com os outros espíritos invisíveis aos olhos dos humanos.
Alguns espíritos se aproximam pela necessidade de ajuda, de limpeza áurica, de  trazer uma paz ou uma esperança, assim como também podem vir com a função de expulsar o negativismo que se aproxima do ser humano. Basta que este aceite ou acredite em tal sintonia.

Os gatos tiveram a representação mitológica através da Deusa Bastet, uma mistura de corpo de mulher e de um felino negro.



A cada um cabe a responsabilidade de aceitar ou não estas determinações, mas é obrigatório o respeito pelos animais de qualquer raça ou espécie, pois também foram gerados como instrumentos de evolução, seja em sua carne ou para a evolução do homem ao aprender a lidar com eles.

Ao ferir, atacar e até ao matar um animal por prazer, o ser humano adquire uma responsabilidade em forma de dívida com a espiritualidade.
Caso não queira cuidar, não abandone (é crime) ou maltrate.
Você é responsável por seus atos e suas escolhas.
SEMPRE!


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