sábado, 21 de setembro de 2013

É tempo de plantar: Primavera!



Que ela venha com tudo! Para colorir nossos sonhos, florir nossos caminhos, abrir nossas mentes para novas experiências!
Traga paz nos corações, amor e liberdade de expressão, suavidade e calor nas convivências. Estrutura fortalecida para a saúde em geral e muita alegria no nosso dia a dia!

Que a Primavera seja um tempo de novas poesias,
de muitas declarações,
de muitas afirmações de eu te amo desenfreados, acalorados e com a certeza de que serão saciados!

A primavera dos amantes do dia 22 de setembro.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uso, Preconceito e Aceitação.









O malvado termo bateu na porta de novo...
Já conheço ele de tantos anos e agora me reaparece na figura de uma criança de 03 anos discriminada de forma ridícula dentro de um avião. Uma gaiola voante de onde não se tem como escapar dos olhares comparativos, admiradores e constrangedores.
A situação da criança portadora de EB que foi usada como bode expiatório para promover uma empresinha de terceira categoria, me despertou de volta o nojo que já senti diversas vezes por ser não discriminada, mas criminalizada pela deficiência auditiva como se eu fosse a responsável, a criadora da minha surdez!

Assim como eu, esta criança também não escolheu de forma carnal este limite. Vamos deixar de lado os dogmas, os letreiros religiosos que falam e justificam ser tudo causa de outra vida, resgaste de outra vida, castigo de outra vida, responsabilidade de outra vida, karma, enfim, dessa outra vida nem eu e nem esta criança nos lembramos de absolutamente nada!
Não temos como explicar para uma sociedade hipócrita que somos assim hoje porque no passado de outra carne fizemos isto ou aquilo. Não temos como explicar. Só sentimos na pele a dor diária de um olhar, um julgamento, um desprezo, um pouco caso, um "depois eu converso com você, agora não dá porque estou ocupado".

Dói. Gente, como isto dói. Se metade ou melhor, 1 % das pessoas pudessem saber o que é dor, não fariam 0,0000000001% do que nos fazem sofrer.
O Zé da esquina usa óculos mas não sofre discriminação. Por que?
Gente que enxerga mal mas enxerga 100% bem o que o outro mostra de si...

Pior:
Sim, existe pior!!!
Você que tem as duas pernas, os dois braços, anda (pode andar mal, mas anda), enxerga, ouve e fala não sabe, mas existe algo pior do que ser deficiente.

 SER USADO PORQUE TEM A DEFICIÊNCIA.

Como isto ocorre? Te alugam para usufruir da sua energia, do seu potencial, do seu EU, do que você oferece de bom ou até mesmo do seu lado ruim, mas serve assim mesmo.

Esta criança (nem vou dimensionar para a família que estava junto) foi devidamente usada para promover, no caso, o nome de uma empresa chinfrim. Barata.

Eu?
Já fui usada de formas que não sei como olhar para trás e ME dizer: eu aceitei. EU suportei. EU aguentei. EU deixei.
A criança tem apenas 03 anos, mal sabe ela do mundo que lhe acolhe no futuro...
EU, às vésperas de completar 50 anos...quem diria que eu chegaria a tanto???? Nem EU acreditava...mas cheguei.
Vim de pernas bambas, com um cansaço no corpo sem igual.
Se EU tivesse participado de uma maratona não teria tanto cansaço físico. Nem mental. Nem espiritual.

É fácil usar uma pessoa, muitas vezes nem precisa ter uma deficiência, basta ser gente. É fácil usar o outro para satisfazer seus egos mal resolvidos. Suas carências mal encaradas e fingidas como uma fome de mendigo que já se acostumou ao estomago vazio.
É fácil, sim!
É permitido!
Pelas leis, pela sociedade, pelos demais e até pelo próprio incapaz que não quer ser responsável para dizer "chega"!
Fato, que muitas vezes a gente até tenta chegar no "não", mas ele esbarra em laços: sanguíneos, afetivos, profissionais, casuais e por ai vai.

Nojo desta raça, isto que eu sinto.
Se aprendi com a deficiência?
Respondo da forma mais fria: aprendi a respeitar, mas confesso que não aprendi a aceitar o que me fazem.
Me respeito como deficiente.
Me respeito como a mulher capaz.
Me respeito como gente.

Mas não respeito de forma nenhuma aqueles que me usaram.
A cada um deles: o meu foda-se será eterno.
Todos também passarão por uma deficiência um dia, maior do que a que já possuem: a deficiência moral e espiritual.
Não creio mais que um dia se aprenderá que somos todos iguais. Isto virou papo para botequim, desculpa para mais um copinho.

Faça um GOL na sua vida, mas não descarregue o peso nos ombros de quem confia tanto no seu brilho. Isto não tem perdão.
A hipocrisia religiosa é foda!
Eu devo perdoar, porque preciso evoluir...oh.
Sabe como a gente evolui de verdade?
No silêncio da sua casa, ou do seu trabalho fazendo apenas o que seria cabível que lhe fizessem o mesmo.

À família Colker, meus sentimentos.
Hoje o que vocês sentem é um luto por verem que morreu um mundo de esperanças que desejavam para o seu filho.
É um luto assim que eu venho vivenciando há anos...morreu um ente querido para mim: tinha nome e sobrenome. Hoje só restou a verdade que atende por um apelido falido.





segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bastet e Chacal.





 
 
 
 
 
Na Mitologia egípcia do Antigo Egito, os cães também eram mumificados para representação de Deuses. Neith, esposa de Rá, é a deusa da caça que abre os caminhos, que tem por animal sagrado o cão.
As diferenças entre as raças de cães já eram aparentes na Antigüidade.



Considerado o fiel amigo e companheiro do homem desde tempos muito longínquos, o cão tem uma simbologia que está presente em quase todas as culturas antigas do mundo, muitas vezes acompanhando ou simbolizando as deusas. Associado à passagem entre a vida e a morte, guia das almas dos homens no seu percurso até ao paraíso ou guardião das portas do inferno, o cão é um símbolo do oculto e das artes adivinhatórias.

REPRESENTADO POR UM CHACAL ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era o embalsamador divino e um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis, cidade do Alto Egito e recebia títulos exóticos como, por exemplo, morador na câmara de embalsamamento, governador da sala do deus ou senhor das colinas do oeste.

O  Chacal, animal que tem o hábito de desenterrar ossos, de forma paradoxal representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guardiã fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento.


*podemos assim analisar que a convivência com um cão poderá ser de grande peso no "julgamento" de suas ações em vida. Este seria o significado do Chacal para hoje em dia. A forma como você trata o animal, determina seus merecimentos nesta e após a vida.



 

Colherás o que plantou quando esteve na oportunidade de conviver com cães (no caso)
em vida, cumpre-lhe ser o guia dos seres humanos no mundo dos mortos. Acreditava-se que pelo facto de serem dotados de um apurado faro, era possível aos cães determinarem a pureza das almas e assim admiti-las ou não na presença dos deuses. Esta é a função mais antiga do cão na simbologia das culturas do mundo. Estava presente como deus Anúbis entre os Egípcios, que perfumavam as suas múmias para serem bem recebidas ou guiando as almas na passagem para o mundo das trevas. Era o cão de três cabeças Cérbero da mítica Grécia que guardava a porta dos infernos e impedia a saída dos mortos, ou Garm, o cão mítico dos Germanos, que guardava a entrada no país gelado da morte. A representação do cão na iconografia egípcia, para além do já citado deus Anúbis, é muito constante como guarda das portas dos locais sagrados e como protetor dos homens contra os seus inimigos. Na Grécia antiga, a deusa das trevas, Hécate, podia tomar a forma de um cão ou de uma égua, enquanto que o deus da medicina, Asclépio, tinha no cão um dos seus atributos e representações pelas suas virtudes medicinais.
O Cão é uma das constelações do antigo zodíaco mexicano associada à ideia de morte e mundo das trevas. Os Mexicanos criavam cães da cor do sol, ou seja, amarelos, para acompanharem os corpos dos defuntos, enterrando-os com estes ou sacrificando-os em cima do túmulo do respetivo dono, numa representação do deus-cão Xolotl, que na mitologia tinha acompanhado o deus Sol na sua viagem à volta da Terra. Os índios da Guatemala ainda mantêm o costume de representarem figuras de cães nos quatro cantos das sepulturas dos seus mortos. Os Yuncas do Peru comiam carne de cão, porque assim se nutria o seu deus, segundo a tradição.
Na Sibéria, um costume antigo fazia com que os cães fossem sepultados com os seus donos e um outro fazia sacrificar os cavalos dos guerreiros mortos e distribuir a sua carne pelos cães e aves que guiariam o defunto na sua viagem para o mundo das trevas. Os Parsis indianos têm por costume levar um cão para junto dos moribundos, para que estes olhem o cão nos olhos antes de morrer, enquanto que as mulheres que morrem de parto com os filhos são enterradas com dois cães para garantir a proteção das duas almas.

A faceta adivinhatória na simbologia dos cães, como aquele animal que assegura a comunicação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos e dos deuses, é muito constante em algumas partes do Mundo, sendo o animal preferido de muitos feiticeiros e feiticeiras. Em África, onde se acredita que sonhar com cães é muitas vezes sinónimo de que alguma feitiçaria está a ser feita à pessoa que sonha, os adivinhos bantos hipnotizam os que os consultam sobre o futuro, descendo-os a um poço na companhia de um cão. Na Sibéria, nos banquetes dos funerais, são os cães que comem a parte da comida que seria destinada ao morto, como se estes fossem parte da sua alma.
Os cães, assim como os lobos, estão na origem mitológica de muitas dinastias da Turquia e da Mongólia na sua forma de deuses ou animais que se misturam com os seres humanos. Entre os celtas, o cão era associado aos guerreiros e os heróis eram comparados à coragem, força e lealdade dos cães.

(Fonte: Infopedia.pt)


Anubis, o cabeça de cão deus da morte, tinha uma óbvia conexão com a Estrela do Cão, e Toth-Hermes, o grande mestre da humanidade, foi também esotericamente relacionado com a estrela.

Em nossas casas, também podemos associar a energia do lugar como "positiva" ou "negativa" pela insistência na permanência do cão.
Quando boa, ele permanece, do contrário, se retira e se recusa a ficar.
Desempenha a função de captor da energia ruim, expulsando-a de perto de seu dono.
É mais fiel do que o gato, este, "interesseiro" por natureza, é mais livre e dono de si. O cão, necessita mais da companhia do homem, função que lhe foi atribuída pelo Universo como o amigo de todas as horas e não apenas daquela em que se divide alimentos.
O cão é capaz de passar fome ao lado de seu dono, caso este não consiga ter forças para ir em busca de alimentos. O gato, no entanto, "abandona" seu dono e parte egoisticamente atrás de sua satisfação alimentar associando ao prazer da procriação.

Os cães não gostam de locais radiestésicos; isto é, que possuam energias incompatíveis ao ser humano. Daí dizemos que onde o cão escolhe para dormir podemos também dormir com tranquilidade

Todos os animais tem a característica da transmutação de energias, cada um de sua maneira ou pelos meios que lhe foram dados pela natureza.
Um rato, por exemplo, ao entrar em nossa residência, vem com o aviso da ruptura, da doença, do prejuízo mostrado pelo abandono ou pela sujeira do ambiente. É certo, que se aproveita dos nossos descuidos, mas geralmente é um sinal de que algo esteja errado dentro da propriedade.

Animais são espíritos e como tal, possuem a capacidade de lidar com os outros espíritos invisíveis aos olhos dos humanos.
Alguns espíritos se aproximam pela necessidade de ajuda, de limpeza áurica, de  trazer uma paz ou uma esperança, assim como também podem vir com a função de expulsar o negativismo que se aproxima do ser humano. Basta que este aceite ou acredite em tal sintonia.

Os gatos tiveram a representação mitológica através da Deusa Bastet, uma mistura de corpo de mulher e de um felino negro.



A cada um cabe a responsabilidade de aceitar ou não estas determinações, mas é obrigatório o respeito pelos animais de qualquer raça ou espécie, pois também foram gerados como instrumentos de evolução, seja em sua carne ou para a evolução do homem ao aprender a lidar com eles.

Ao ferir, atacar e até ao matar um animal por prazer, o ser humano adquire uma responsabilidade em forma de dívida com a espiritualidade.
Caso não queira cuidar, não abandone (é crime) ou maltrate.
Você é responsável por seus atos e suas escolhas.
SEMPRE!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Castelos de Sonhos

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Faça seu próprio castelo de sonhos.
Nunca deixe morrer a esperança de dias melhores e
desapegue de tudo o que te faz perder tempo!
 
 
Os castelos encantados são sempre visitados pelas aves que elevam os pensamentos, transmutando energias e vidas.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O tempo e eu. Eu e o tempo








Críticas são denúncias.

Por mais que se relute em aceitar novas idéias e contrapontos diferentes daqueles que você recebeu anos e anos durante sua "criação" que eu chamo de evolução, é tarefa ingrata.
É arte nefasta diante do altar dos deuses da arrogância e da ousadia em lhe impor ordens e progressos que você não aceita como corretos ou porque não quer ser visto como o objeto indesejado do seu espírito ainda incapaz de crer que exista vida após a discussão.

Desilusão.
Decepção.

Irmãs gêmeas de uma fase da vida onde tudo desaba em tudo de nós.

Desaba nos conceitos. Desaba nos sonhos, nas ansiedades das noites esperançosas em busca de dias de sorte imensa.
Desaba nos ombros das faxineiras que nos acompanham o dia a dia como funcionárias das nossas casas onde nós é quem deveríamos remexer os armários e retirar as poeiras e sujeiras que nós mesmos fazemos e deixamos.

Mas deixamos acontecer...

E o tempo, senhor dos senhores, não faz caridade com nossas expressões!
Arranha nossas faces nos mostrando o quanto frágeis somos e o quanto de fel ainda temos de beber pelas sarjetas que passaremos ocultos ou submersos em pensamentos de morte que nunca vem.
O tempo é senhor do cemitério, das doenças, dos vícios, dos fins...nunca foi senhor de boas senzalas, cheias de gente feliz e alegre!
Pelas praças cheias de fumaça eu peço, eu imploro, eu rogo que me mostre ou me mude, me modifique os passos e...nada.

As ruas com seus asfaltos falhos me fazem tropeçar em novos chutes e pontapés errados. Falo o que não devo e respondo como não quero, mas sou forçada pela mãe natureza (a única que me restou), a ser uma mulher de peito aberto.
Gritar o meu direito de respeito!
Dizer que meu seio dói de tanta injustiça.

Ainda acredito na vida.
A velhice dos senhores sentados nas praças jogando conversa fora e tomando banho de sol, me dizem que o tempo passa e um dia ele volta trazendo paz.

Assim espero.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Menos Pausa, a fase nossa de cada dia.

 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
Menopausa: a conquista da deusa interior
Um mistério e um poder na vida de uma mulher

A vida é uma dança de ritmos e ciclos e todos eles são maravilhosos, mas dependem do nosso olhar e perspectiva sobre os mesmos.

...

No caso da menopausa, a alegria que encerra em si, é um dos segredos mais bem guardados do mundo e para atingir essa alegria, a mulher tem que ter muita coragem, vontade e confiança para passar pelos monstros que guardam a porta do segredo. Quando chegámos ao limiar, parece que do outro lado apenas existe escuridão, decadência, perigo, mas como milhares de mulheres de todas as culturas ao longo da história, murmuram umas paras as outras “é a passagem mais maravilhosa que uma mulher pode fazer”. A menopausa é um mistério na vida de uma mulher, mas também é poder.

Os “monstros” que guardam a porta do segredo gritam “a menopausa é um problema a ser tratado, é deficiência de estrogénios, osteoporose, terapia de substituição hormonal, etc.” e levam-nos a acreditar cegamente levando-nos para longe do portal e assim recorrer a químicos que nos impedem de prosseguir.

Na visão da deusa, a menopausa é um percurso natural, saudável e sagrado, não apenas para a mulher, mas para todos. É um tempo de profunda introspecção e crescimento interior. Os problemas são uma bênção, são portais de transformação. Há muitas semelhanças entre os sintomas físicos da menopausa e o despertar da kundalini. A Kundalini é a raiz de todas as experiências espirituais, é um tipo especial de energia: quente, rápida e poderosa; é vista como uma serpente enrolada na base da coluna, mas de facto também vive no útero. As 2 fases mais intensas do movimento da kundalini na mulher são a puberdade e a menopausa.

O movimento é sentido como um flash de energia muito quente que sobre pelo corpo mudando o funcionamento dos nossos sistemas nervoso, cardiovascular e endócrino. No caso da menopausa, a energia da kundalini acumula-se nos tecidos pélvicos (tal como antes de cada período menstrual) e por não ser libertada contribui para secura vaginal, problemas nas articulações das ancas, fraqueza da bexiga e incontinência urinária, falta de libido.
 
 
 
 
 
Saiba mais na próxima página Se a kundalini for guiada – pela intenção ou pelos “calores”- movendo-se pela coluna acima irá trazer iluminação e não incontinência. Move-se da raiz para a cabeça, iluminando-a com a Coroa da Deusa, aliás este é o famoso halo de luz com que se descrevem os santos.

Quando se eleva, a energia da kundalini passa por 6 chacras despertando assim vários sintomas no caminho: falta de desejo sexual, perda de massa óssea, dores abdominais, inchaços, digestões difíceis, palpitações cardíacas, problemas de tiróide, dores de cabeça, falta de memória, etc. Quando os nossos chacras são activados pelos calores da kundalini tudo o que tínhamos armazenado nos nossos centros energéticos e não resolvido, surge então à superfície.

Existem vários tipos de tratamentos naturais para lidar com todos estes desconfortos e sem dúvida que podemos recorrer a eles, mas a questão fundamental é a iluminação e sabedoria interior, o portal que está à espera de ser aberto por nós. Por isso quando compreendemos que todos estes sintomas são para nos ajudar no despertar, eles vão diminuindo consoante o trabalho interior que fizermos. Em vez de sermos vítimas do corpo, podemos ver onde ele nos está a chamar a atenção e reclamar a nossa sabedoria e a nossa cura interior.

Para irmos de encontro á nossa deusa, precisámos de criar o ambiente propício a que ela se manifeste, com algumas mudanças de atitude tais como:

- Passar tempo em silêncio na Natureza
- Meditar
- Escutar música suave
- Ter uma alimentação saudável e leve
- Fazer exercício físico que ajuda a desbloquear os nossos centros energéticos tal como yoga, tai chi, chi kung
- Sorrir para a vida com gratidão em cada dia

A menopausa é uma fase da vida que aborrece um pouco quase todas as mulheres e tudo parece ficar descontrolado, as nossas crenças são questionadas, as alterações do corpo são significativas, e ainda vemos muitos entes queridos começarem a partir. Muitas mulheres indígenas praticam vários rituais lindos tanto na puberdade como na menopausa e também nós podemos fazer cerimónias de entrada na menopausa com as nossas amigas e partilhar toda a sabedoria que atingimos.
 
 
 
 
 
 
Sugiro uma cerimónia de Coroação da Deusa, um tributo simbólico a todo o percurso da mulher e a reclamar o seu poder nesta nova fase da vida. Escrevam uma carta ao vosso corpo que tolera todas as nossas reclamações e pouca gratidão. O corpo que tantas vezes não honrámos na juventude, que não amámos, que caminhou connosco cada passo da jornada, por vezes maltratado com dietas malucas, com medicamentos, com cirurgias de estética por causa de algumas rugas, e a cada dia acordou dando-nos a possibilidade de fazer diferente. Um dia vamos despedir-nos deste corpo sem o qual não nos poderíamos experienciar como a expressão do Divino.

Vamos honrá-lo em cada dia, em cada respiração, em cada etapa, pela sua inteligência e sabedoria, e esta é a oportunidade pois não irá connosco na etapa seguinte e não sabemos quando esse momento de despedida chegará. Vamos ver mais além, além do caos da menopausa, além dos monstros diante do portal, pois lá está a Deusa poderosa, sábia e cintilante em cada mulher. Entrem com confiança no poder que vos aguarda no portal da menopausa. É vosso por direito! Namaste.






 Isabel Costa
Naturologista e Palestrante


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ruas sem saídas, becos escuros e caminhos tortos.















Anda esperta, moleca,
a vida é faceira
e se der bobeira,
o vento te leva...

Com este verso eu atravessei a rua de muitos anos passados. Algo de velhos tempos ainda se mantém no mesmo lugar, outros soam totalmente desconhecidos.
A calçada tem buracos novos, mas iguais aos antigos...estranho demais isto!
Atravessando a rua me vem logo à mente que deveríamos ter um notebook acoplado à nossa mente, olha quantas idéias nós perdemos pelas ruas na falta de um pedaço de papel e tempo para anotar as letras formando opiniões, definindo conclusões, mostrando falta de razão e espaço de sobra para as emoções.

Não sei mais há quanto tempo aquelas pedras que formam as calçadas marcadas ainda por notas musicais, não viam os meus pés, não sentiam o meu peso nos passos apressados entre tantas pessoas lerdas, acostumadas com um calor infernal, uma moleza invejável e uma preguiça traiçoeiramente reveladora da cadeia genética.

Não me furto ao passado. Deixo livre o caminho para que ele me traga nas minhas mãos, o que rouba meu presente de hoje: momento de relembrar lances que aconteceram e se tornaram pedaços de um quebra cabeça já sem nexo.
Homens e mulheres que cruzam meu caminho, totalmente sem noção do "para onde devo me dirigir", mesmo? Eu esqueci, moça..."

Mas a moça não queria lembrar tanta coisa, não, pois que o passado abusou da sua sanidade e da sua caridade ao lhe forçar uma saída nada à francesa...na vida temos escolhas, mas nem todos tem boas escolhas...é, moço....as vezes a gente tem de pensar pela razão e não pela emoção.
Duro, né?

O Orsina da Fonseca ainda continua o mesmo ironicamente falando: Orsina da Fonte Seca.

As ruas cheias de caras de bandidos disfarçados de camelôs, de gigolôs, de gente do bem que vem para ajudar e ...te fode!

Aqui se faz curva de um modo engraçado: quase rente à calçada da esquina. Não lembrava mais disto!
Aliás, nem da corretinha no tornozelo eu não lembrava!!!!
Como eu adorava usar isto!
Muitas que eu mesma fiz, outras que comprei nas areias quentes das praias, nas calçadas decoradas e até nas barracas baratas da praça (a Saens Pena).

Uma cidade que não mostra mais os seus traços para mim, mas que mesmo assim ainda me faz lembrar Daniela Mercury cantando "O Canto desta Cidade, sou eu....o canto desta cidade é meu..."
...não, não, não...o canto desta cidade não é mais meu. Nem sei mais se um dia foi meu.
Não tenho mais nada a ver com esta sujeira, este calor, este abafamento que me faz entrar nas lojas para buscar o conforto do ar condicionado, o mesmo que eu fujo lá em SP e aqui tenho vontade de levar junto comigo para a calçada!
E nem está tanto calor para isto! Temperatura relativamente quase baixa: 20 e poucos graus...isto nos mata e nos deixa como manteiga derretida em SP...que horror de diferenças!

E o Cristo continua lá de cima com os braços esticados, coitado.
Não cansou ainda.
Não perdeu a fé de acreditar neste povo daqui de baixo.
Não se permitiu um dia sequer de descanso.
Não desistiu do calor dos seres ditos humanos que olham para ele todos os dias e até o ignoram...

E assim, eu parto dessa cidade, não sei quando, mas deixando nas paisagens de trás, as lembranças e os aprendizados.
Carrego dentro de mim saudades, realidades e a frieza de tantas crueldades...
Mas é o que eu tenho de bagagem para hoje, sabia?

No meio do caminho uma pausa na banca de jornal, que de noite em pleno mes de junho, pisca e fica parecendo uma árvore de natal.
Passa um carro apressado por mim. No vidro traseiro um logotipo (adesivo) colado escrito: OBRIGADO JESUS!
Me disseram que tinha outro adesivo escrito tambem: "OBRIGADA, CARMINHA!"
Algum ministério deveria alertar que excesso de mal gosto é altamente prejudicial à visão, à cultura e à saúde em geral...argh....

Não moro no paraíso, não. Mas moro numa cidade que tenta a todo custo respeitar as pessoas que vivem nela.
Uma reciclagem total nesta cidade feita às pressas para um evento mundial, a copa de 2014 e que só coloca é um amontoado de transtornos aos "sobreviventes" que aqui jazem pelas ruas...engarrafadas, mal tratadas e mal iluminadas e mal cheirosas.

Ironia que transborda até em excesso pelos poros. Tudo é motivo de uma piada ou de uma revanche.
Levar a melhor ou ter vantagem em tudo e o Gerson que talvez nem lembre mais quanto ganhou para falar este bordão no bendito comercial dos anos 80 ou teria sido nos 70? Não lembro mais...

O barulho do funk que surge do nada e atravessa perfurando nossos ouvidos sem pedir permissão...não importa a letra! Vai dar dinheiro de qualquer jeito ao MC, ao Dj ao raio que o parta pelo meio que canta toda esta bosta!

A revista dominical do jornal mais famoso, traz a historinha do pobre menininho rico filho de 2 fatalidades: Luma e Eike.
Aos 17 anos o "menino" conta orgulhosamente ainda que de forma discreta, o mimo de ter sido expulso de uma escola alemã e ter sido, digamos que, convidado a se retirar por fazer xixi no material do coleguinha...que legal, né?
Eu penso na minha filha que todos os dias tenta elaborar uma forma de arrumar um emprego que não lhe atrapalhe os estudos e dou de cara com 3 folhas dedicadas à reportagem deste, me perdoe, mamãe e papai do filhote/problema, mas um completo inútil sendo alimentado a se tornar cada vez mais inútil!
Ele estuda na empresa do pai com professores particulares porque não se adapta com ambiente escolar.
Eu hein...tem deficientes por este mundo afora saindo no tapa disputando uma vaga numa escolaa comum e este aprendiz de meliante se torna DJ aos 17 anos com uma capinha de celular da Ferrari customizada pela merreca de 800 dólares, roupas e calçados importados, uma saúde de ferro e um cérebro já estagnado...nem sei porque toquei neste assunto.
Vai ter gente mencionando inveja. Ah, vá!
Inveja a gente pode sentir de gente bem sucedida, que venceu na vida.
Entendeu a diferença?
Mas enfim...coitado, ele tem escolha sim! Mas todos parecem envergonhados de terem de dizer isto para ele.
O barato todo é o jornaleco perder páginas inteiras para contar a história (?) deste "príncipe" com cara de Barbie...não tem duplo sentido homofóbico nesta minha expressão. Nem adianta tentar enfiar um para me meter um processo na justiça que a educação da minha filha prova justamente o contrário!

Falando em letra J...
E justiça seja feita, não é que justamente a Ticiane não aguentou o Justus????
Poxa, essa eu jurava que ia, héin!
Não fui a única a jurar em falso, a diferença de idade justificou tudo ou quase tudo.

E vida quando não vai indo, vai se fazendo de besta, levando quem ainda não precisava ir agora....mas como dizem que nem folha cai do pé antes da hora...eu me deixo convencer

Nao sei que horas, nem quando, mas devo sair desta cidade. E não vou levar a Daniela Mercury para cantar no meio do meu caminho!
Vou levar a imagem que restou, as palavras finais de perdão dado e recebido. Quitação completa de altas dívidas!
Não posso dizer ainda que "valeu" a vinda.
Mas posso me tranquilizar de que parto em paz, com a sensação de missão cumprida dentro dos meus limites.
Fiz TUDO o que estava ao meu alcance. Fazer mais seria querer ser Deus!
E se eu fosse Deus...nem eu estava aqui escrevendo isto tudo, nem voce estava sentado aí lendo uma enorme de uma metáfora que ninguém vai entender nada...

(autoria : Selma G. Coentro)