quinta-feira, 21 de novembro de 2013

As Mulheres do Trem (1)







                                            




Essas mulheres que passam pelo trem,
com pressa, com sede, que sabem para onde vão
e não se importam de onde veem,
são mulheres que deitam na rede,
social e de crochê,
tem um estilo passional,
nada a ver com o que pede o social,
passam de rasteirinha,
as vezes, de fininho,
sem quererem aparecer,
tão fininhas de dar gosto.
No maior poeta do trem.

São mulheres comuns,
vivem uma vida comum,
como qualquer um,
usam Louis Voulton para disfarçarem
a pobreza de do que já passaram,
ou para enaltecer o que não possuem.

Mulheres loiras de perfumaria,
atendem pelo nome de Maria
ou de Joaquina,
são mulheres como eu e você.
Atravessam a passarela sem moda alguma,
sem destino também,
são morenas de sofrimento,
são ruivas de vergonhas,
são negras de alma branca
ou negras de perfil afro.

São mulheres que demonstram uma vida ultrapassada,
deixam suas panelas na janela
para aquecerem um brilho no alumínio gasto,
usam lentes para mudarem o olhar entristecido
óculos para esconderem um sorriso,
batom vermelho
e esmalte combinando
com o vestido desbotado e mal passado.

São avós, mães, tias, irmãs, de sangue ou de caridade.
Companheiras de labuta,
uma lutas sem igual.
Parceiras e parteiras
de vindas ao mundo desumano.
Sensuais e desiguais,
completas e insatisfeitas.
Satisfeitas e incompletas.

Mulheres que o vento leva os cabelos
em direção ao faro masculino sedento
de fato mesmo sem tato
para a compreensão.
São humanas!
Tratadas de manas,
de cachorras, de periguetes.
Carregam estiletes para se defenderem,
se o acaso lhes acusar de terem
mercadorias sem nota fiscal.

Mulheres sem dono. Mulheres de coleiras com o nome de seus donos.
Mulheres analfabetas, mulheres sem escolhas...
Apenas mulheres que vagueiam pelos vagões
do trem que não tem hora para ir e nem vir...

São católicas, evangélicas ou sem fé
pois viajam de pé
cansadas,
exaltas,
molhadas,
famintas
e algumas, amadas, outras perderam o seu amor entre os trilhos.

Musculosas, faceiras, perfeitas
ou deficientes.
Coram, choram e sorriem
na mesma velocidade
com o que o trem
atravessa a cidade...

(autoria Selma G. Coentro)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Cobaias.









É com muita tristeza que vimos as denúncias de maldades que fizeram com os Beagles, mas devemos lembrar, com muito mais tristeza, do quanto somos e fomos cobaias da ciência por muitos anos. Décadas e séculos até, sendo alvo de pesquisas em nome do progresso, em nome de uma vida melhor, mais saudável, mais longa e mais livres.
Nem sempre o resultado foi o esperado.
Para se chegar ao resultado de vacinas e medicamentos que temos hoje, muitos seres vivos, humanos também, foram sacrificados, utilizados e torturados como objetos descartáveis para que se pudesse ter um nível superior de vida.
Vamos lembrar da medicina nos anos 1800...
Num tempo muito para trás, os egípcios se encarregaram de nos entregar o processo de mumificação e a medicina por si, mas até encontrarem fórmulas perfeitas, muitos faraós e muitos nobres foram invadidos intimamente. Isto tudo ficou registrado na história como um grande feito.
Ninguém parou para pensar nas crianças que foram cobaias de vacinas contra doenças hoje quase que totalmente inexistentes?
Confesso que nunca entendi porque nunca se foi contra o que se usou nestas pesquisas. As vantagens venceram a hipocrisia da discórdia e do ir contra.
Tivemos avanços. Inúmeros!
Mas o Universo acolheu muitas dores, muitas injustiças contra seres indefesos.
O que quero dizer, é que os Beagles de hoje, resgatados como vítimas de torturas cruéis do Laboratório Royal, nos traz a mensagem de que as experiências mostradas eram dolorosas de se ver, mas na verdade, usamos e abusamos de tudo aquilo que experiencias deste tipo nos oferecem e nos calamos...
Para a descoberta da penicilina, dos coquetéis anti HIV, do paracetamol, do detergente usado inocentemente, muito sofrimento foi semeado...
Mas precisamos daquilo que facilita nossas vidas!
Só nos damos conta, quando um grupo de ativistas recolhe as vítimas e alardeia na mídia sobre o processo doloroso que passavam calados, sem meios de gritar por socorro ou de impedir que se continuassem os estudos.
Somos cúmplices também e não temos nem como nos defender...
Eu pergunto: quantas vidas humanas são mantidas em cativeiro em nome de pesquisas gananciosas?
Não se tem como responder.
Pergunto mais: quantas vidas humanas são sacrificadas no tráfico humano em nome de pesquisas enganosas e no entanto, estes desaparecimentos são dados como simples sequestros, raptos ou ficam até sem respostas???
Não temos como responder.
Muitos levantarão a bandeira da inovação da ciência, mas hoje, não é mais desculpa usar um ser vivo para tal.
Se a medicina avançou ao ponto de erradicar doenças, é porque tem ao seu alcance, meios de ter suas experiencias sem o sofrimento de um ser vivo.
E por que o alarde foi tamanho quando o caso eram os cachorrinhos fofinhos?
Macacos, pássaros e até bebes vendidos são e continuarão sendo usados porque não houve ainda um interesse de algum grupo de ativistas que partam em defesa destes.
Não estou dizendo que sou a favor do Laboratório em questão. Nunca!
Mas apenas tentando despertar a consciência de alguns, de que ainda há muita luta pela frente nesta questão de libertação de seres vivos que são massacrados sem que ninguém surja na calada da noite para os livrar. Ninguém ainda, surgiu do nada para dar um basta nesta injustiça!
Não importa se são vacinas ou cosméticos. Há sofrimento para que a humanidade consiga uma vida "melhor".
E nós também somos cobaias, somos vítimas quando usamos descaradamente estes produtos, ou, os produtos que facilitam nossa vida!
Vamos deixar a hipocrisia um pouco de lado e lembrar que sendo cúmplices, somos coniventes com estas pesquisas.
E se perguntarem, como viver sem isto, só me vem uma resposta:
Em outra energia...
*infelizmente, nem todos compreenderão.
Porque enquanto aqui vivermos, continuaremos reféns desta bendita ciência...

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Somente Eu.










Somente eu sei o que entendo,
mesmo que as vezes não seja completo
e nem correto.

Somente eu vivo minhas dores,
faço cores
nas minhas flores,
repasso os meus sonhos,
cultivo novos planos.

Somente eu me compreendo,
não me importo
se as portas se fechem,
porque as horas não param,
muito menos o meu destino.

Somente eu posso me levar adiante,
me empurrar para frente,
fazer com eu eu me levante,
pois preciso seguir em frente,
mesmo que encontre os meliantes
distantes,
que preferem ficar ausentes,
mas que não disfarçam o quanto são ignorantes.

Somente eu.

Dos laços
eu traço meus abraços.
No caminho
distribuo carinho.
Mesmo sabendo que irei receber muitos espinhos...

(selma G. Coentro)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Conversa no Jardim das Letras

Quero girassóis, quero laços, quero abraços.
 
Quero uma nova côr nos meus braços,
 
quero um novo motivo para sonhar,
 
não quero novas dores para recordar.




 
 
 
Queria poder encontrar um tempo bom para me levar pelas ruas, dobrar as esquinas onde percorri descalça, entre os nós dos seus sapatos...
Vim buscar algo que deixei no seu ombro. Vi que perdi o melhor do seu olhar no meu. Entendi que a vida, é tão ingrata quando a gente sonha que nem sei mais onde vou guardar meus segredos da noite.
E se as estrelas vierem me perguntar por você, vou levantar a cabeça e expressar meu sorriso de satisfação e apontar para meu coração.
Elas vão entender onde você dorme todos os dias...
No suor dos meus braços,
no calor das minhas pernas,
no perfume do meu corpo,
no desejo do meu ser.
 
Ah, vida!
Se você me desse mais um pouco de tempo, eu te mostraria a felicidade de ser mulher todos os dias!

Selma G. Coentro
(29 de dezembro de 2011 às 13:22)

sábado, 21 de setembro de 2013

É tempo de plantar: Primavera!



Que ela venha com tudo! Para colorir nossos sonhos, florir nossos caminhos, abrir nossas mentes para novas experiências!
Traga paz nos corações, amor e liberdade de expressão, suavidade e calor nas convivências. Estrutura fortalecida para a saúde em geral e muita alegria no nosso dia a dia!

Que a Primavera seja um tempo de novas poesias,
de muitas declarações,
de muitas afirmações de eu te amo desenfreados, acalorados e com a certeza de que serão saciados!

A primavera dos amantes do dia 22 de setembro.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Uso, Preconceito e Aceitação.









O malvado termo bateu na porta de novo...
Já conheço ele de tantos anos e agora me reaparece na figura de uma criança de 03 anos discriminada de forma ridícula dentro de um avião. Uma gaiola voante de onde não se tem como escapar dos olhares comparativos, admiradores e constrangedores.
A situação da criança portadora de EB que foi usada como bode expiatório para promover uma empresinha de terceira categoria, me despertou de volta o nojo que já senti diversas vezes por ser não discriminada, mas criminalizada pela deficiência auditiva como se eu fosse a responsável, a criadora da minha surdez!

Assim como eu, esta criança também não escolheu de forma carnal este limite. Vamos deixar de lado os dogmas, os letreiros religiosos que falam e justificam ser tudo causa de outra vida, resgaste de outra vida, castigo de outra vida, responsabilidade de outra vida, karma, enfim, dessa outra vida nem eu e nem esta criança nos lembramos de absolutamente nada!
Não temos como explicar para uma sociedade hipócrita que somos assim hoje porque no passado de outra carne fizemos isto ou aquilo. Não temos como explicar. Só sentimos na pele a dor diária de um olhar, um julgamento, um desprezo, um pouco caso, um "depois eu converso com você, agora não dá porque estou ocupado".

Dói. Gente, como isto dói. Se metade ou melhor, 1 % das pessoas pudessem saber o que é dor, não fariam 0,0000000001% do que nos fazem sofrer.
O Zé da esquina usa óculos mas não sofre discriminação. Por que?
Gente que enxerga mal mas enxerga 100% bem o que o outro mostra de si...

Pior:
Sim, existe pior!!!
Você que tem as duas pernas, os dois braços, anda (pode andar mal, mas anda), enxerga, ouve e fala não sabe, mas existe algo pior do que ser deficiente.

 SER USADO PORQUE TEM A DEFICIÊNCIA.

Como isto ocorre? Te alugam para usufruir da sua energia, do seu potencial, do seu EU, do que você oferece de bom ou até mesmo do seu lado ruim, mas serve assim mesmo.

Esta criança (nem vou dimensionar para a família que estava junto) foi devidamente usada para promover, no caso, o nome de uma empresa chinfrim. Barata.

Eu?
Já fui usada de formas que não sei como olhar para trás e ME dizer: eu aceitei. EU suportei. EU aguentei. EU deixei.
A criança tem apenas 03 anos, mal sabe ela do mundo que lhe acolhe no futuro...
EU, às vésperas de completar 50 anos...quem diria que eu chegaria a tanto???? Nem EU acreditava...mas cheguei.
Vim de pernas bambas, com um cansaço no corpo sem igual.
Se EU tivesse participado de uma maratona não teria tanto cansaço físico. Nem mental. Nem espiritual.

É fácil usar uma pessoa, muitas vezes nem precisa ter uma deficiência, basta ser gente. É fácil usar o outro para satisfazer seus egos mal resolvidos. Suas carências mal encaradas e fingidas como uma fome de mendigo que já se acostumou ao estomago vazio.
É fácil, sim!
É permitido!
Pelas leis, pela sociedade, pelos demais e até pelo próprio incapaz que não quer ser responsável para dizer "chega"!
Fato, que muitas vezes a gente até tenta chegar no "não", mas ele esbarra em laços: sanguíneos, afetivos, profissionais, casuais e por ai vai.

Nojo desta raça, isto que eu sinto.
Se aprendi com a deficiência?
Respondo da forma mais fria: aprendi a respeitar, mas confesso que não aprendi a aceitar o que me fazem.
Me respeito como deficiente.
Me respeito como a mulher capaz.
Me respeito como gente.

Mas não respeito de forma nenhuma aqueles que me usaram.
A cada um deles: o meu foda-se será eterno.
Todos também passarão por uma deficiência um dia, maior do que a que já possuem: a deficiência moral e espiritual.
Não creio mais que um dia se aprenderá que somos todos iguais. Isto virou papo para botequim, desculpa para mais um copinho.

Faça um GOL na sua vida, mas não descarregue o peso nos ombros de quem confia tanto no seu brilho. Isto não tem perdão.
A hipocrisia religiosa é foda!
Eu devo perdoar, porque preciso evoluir...oh.
Sabe como a gente evolui de verdade?
No silêncio da sua casa, ou do seu trabalho fazendo apenas o que seria cabível que lhe fizessem o mesmo.

À família Colker, meus sentimentos.
Hoje o que vocês sentem é um luto por verem que morreu um mundo de esperanças que desejavam para o seu filho.
É um luto assim que eu venho vivenciando há anos...morreu um ente querido para mim: tinha nome e sobrenome. Hoje só restou a verdade que atende por um apelido falido.





segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Bastet e Chacal.





 
 
 
 
 
Na Mitologia egípcia do Antigo Egito, os cães também eram mumificados para representação de Deuses. Neith, esposa de Rá, é a deusa da caça que abre os caminhos, que tem por animal sagrado o cão.
As diferenças entre as raças de cães já eram aparentes na Antigüidade.



Considerado o fiel amigo e companheiro do homem desde tempos muito longínquos, o cão tem uma simbologia que está presente em quase todas as culturas antigas do mundo, muitas vezes acompanhando ou simbolizando as deusas. Associado à passagem entre a vida e a morte, guia das almas dos homens no seu percurso até ao paraíso ou guardião das portas do inferno, o cão é um símbolo do oculto e das artes adivinhatórias.

REPRESENTADO POR UM CHACAL ou por um cão deitado, ou ainda pela figura de um homem com cabeça de chacal ou de cão, o deus Anúbis (Anpu em egípcio) era o embalsamador divino e um dos responsáveis pelo julgamento dos mortos no além-túmulo. No reino dos mortos, na forma de um homem com cabeça de chacal, ele era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro. Anúbis tinha seu centro de culto em Cinópolis, cidade do Alto Egito e recebia títulos exóticos como, por exemplo, morador na câmara de embalsamamento, governador da sala do deus ou senhor das colinas do oeste.

O  Chacal, animal que tem o hábito de desenterrar ossos, de forma paradoxal representava para os egípcios o deus Anúbis, justamente a divindade considerada a guardiã fiel dos túmulos e patrono do embalsamamento.


*podemos assim analisar que a convivência com um cão poderá ser de grande peso no "julgamento" de suas ações em vida. Este seria o significado do Chacal para hoje em dia. A forma como você trata o animal, determina seus merecimentos nesta e após a vida.



 

Colherás o que plantou quando esteve na oportunidade de conviver com cães (no caso)
em vida, cumpre-lhe ser o guia dos seres humanos no mundo dos mortos. Acreditava-se que pelo facto de serem dotados de um apurado faro, era possível aos cães determinarem a pureza das almas e assim admiti-las ou não na presença dos deuses. Esta é a função mais antiga do cão na simbologia das culturas do mundo. Estava presente como deus Anúbis entre os Egípcios, que perfumavam as suas múmias para serem bem recebidas ou guiando as almas na passagem para o mundo das trevas. Era o cão de três cabeças Cérbero da mítica Grécia que guardava a porta dos infernos e impedia a saída dos mortos, ou Garm, o cão mítico dos Germanos, que guardava a entrada no país gelado da morte. A representação do cão na iconografia egípcia, para além do já citado deus Anúbis, é muito constante como guarda das portas dos locais sagrados e como protetor dos homens contra os seus inimigos. Na Grécia antiga, a deusa das trevas, Hécate, podia tomar a forma de um cão ou de uma égua, enquanto que o deus da medicina, Asclépio, tinha no cão um dos seus atributos e representações pelas suas virtudes medicinais.
O Cão é uma das constelações do antigo zodíaco mexicano associada à ideia de morte e mundo das trevas. Os Mexicanos criavam cães da cor do sol, ou seja, amarelos, para acompanharem os corpos dos defuntos, enterrando-os com estes ou sacrificando-os em cima do túmulo do respetivo dono, numa representação do deus-cão Xolotl, que na mitologia tinha acompanhado o deus Sol na sua viagem à volta da Terra. Os índios da Guatemala ainda mantêm o costume de representarem figuras de cães nos quatro cantos das sepulturas dos seus mortos. Os Yuncas do Peru comiam carne de cão, porque assim se nutria o seu deus, segundo a tradição.
Na Sibéria, um costume antigo fazia com que os cães fossem sepultados com os seus donos e um outro fazia sacrificar os cavalos dos guerreiros mortos e distribuir a sua carne pelos cães e aves que guiariam o defunto na sua viagem para o mundo das trevas. Os Parsis indianos têm por costume levar um cão para junto dos moribundos, para que estes olhem o cão nos olhos antes de morrer, enquanto que as mulheres que morrem de parto com os filhos são enterradas com dois cães para garantir a proteção das duas almas.

A faceta adivinhatória na simbologia dos cães, como aquele animal que assegura a comunicação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos e dos deuses, é muito constante em algumas partes do Mundo, sendo o animal preferido de muitos feiticeiros e feiticeiras. Em África, onde se acredita que sonhar com cães é muitas vezes sinónimo de que alguma feitiçaria está a ser feita à pessoa que sonha, os adivinhos bantos hipnotizam os que os consultam sobre o futuro, descendo-os a um poço na companhia de um cão. Na Sibéria, nos banquetes dos funerais, são os cães que comem a parte da comida que seria destinada ao morto, como se estes fossem parte da sua alma.
Os cães, assim como os lobos, estão na origem mitológica de muitas dinastias da Turquia e da Mongólia na sua forma de deuses ou animais que se misturam com os seres humanos. Entre os celtas, o cão era associado aos guerreiros e os heróis eram comparados à coragem, força e lealdade dos cães.

(Fonte: Infopedia.pt)


Anubis, o cabeça de cão deus da morte, tinha uma óbvia conexão com a Estrela do Cão, e Toth-Hermes, o grande mestre da humanidade, foi também esotericamente relacionado com a estrela.

Em nossas casas, também podemos associar a energia do lugar como "positiva" ou "negativa" pela insistência na permanência do cão.
Quando boa, ele permanece, do contrário, se retira e se recusa a ficar.
Desempenha a função de captor da energia ruim, expulsando-a de perto de seu dono.
É mais fiel do que o gato, este, "interesseiro" por natureza, é mais livre e dono de si. O cão, necessita mais da companhia do homem, função que lhe foi atribuída pelo Universo como o amigo de todas as horas e não apenas daquela em que se divide alimentos.
O cão é capaz de passar fome ao lado de seu dono, caso este não consiga ter forças para ir em busca de alimentos. O gato, no entanto, "abandona" seu dono e parte egoisticamente atrás de sua satisfação alimentar associando ao prazer da procriação.

Os cães não gostam de locais radiestésicos; isto é, que possuam energias incompatíveis ao ser humano. Daí dizemos que onde o cão escolhe para dormir podemos também dormir com tranquilidade

Todos os animais tem a característica da transmutação de energias, cada um de sua maneira ou pelos meios que lhe foram dados pela natureza.
Um rato, por exemplo, ao entrar em nossa residência, vem com o aviso da ruptura, da doença, do prejuízo mostrado pelo abandono ou pela sujeira do ambiente. É certo, que se aproveita dos nossos descuidos, mas geralmente é um sinal de que algo esteja errado dentro da propriedade.

Animais são espíritos e como tal, possuem a capacidade de lidar com os outros espíritos invisíveis aos olhos dos humanos.
Alguns espíritos se aproximam pela necessidade de ajuda, de limpeza áurica, de  trazer uma paz ou uma esperança, assim como também podem vir com a função de expulsar o negativismo que se aproxima do ser humano. Basta que este aceite ou acredite em tal sintonia.

Os gatos tiveram a representação mitológica através da Deusa Bastet, uma mistura de corpo de mulher e de um felino negro.



A cada um cabe a responsabilidade de aceitar ou não estas determinações, mas é obrigatório o respeito pelos animais de qualquer raça ou espécie, pois também foram gerados como instrumentos de evolução, seja em sua carne ou para a evolução do homem ao aprender a lidar com eles.

Ao ferir, atacar e até ao matar um animal por prazer, o ser humano adquire uma responsabilidade em forma de dívida com a espiritualidade.
Caso não queira cuidar, não abandone (é crime) ou maltrate.
Você é responsável por seus atos e suas escolhas.
SEMPRE!